segunda-feira, 8 de abril de 2013

REAJUSTE DO FUNCIONALISMO: GOVERNO DEVE DAR 5,8% DE AUMENTO, OU MENOS




Fontes ligadas à governadoria , informam que o governador Jaques Wagner deve se reunir está semana com os Secretários da Administração e Fazenda para discutir o aumento linear do funcionalismo estadual. 

A demora no anúncio do reajuste da categoria, cuja data base é janeiro, seria decorrente de dificuldades financeiras,  pois as secretarias envolvidas afirmam que o reajuste com apenas a reposição salarial já representaria um aumento da ordem de R$ 600 milhões e que o Estado já teria atingido o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, como foi anunciado na imprensa.

A informação não procede, em 2012, o Poder Executivo incluindo Defensoria Pública apresentou um limite de pessoal  de 44,58%, quando o limite prudencial é 46,17% da Receita Corrente Líquida.  Além disso, segundo a LRF o limite prudencial deve ser contabilizado anualmente, o que significa que, mesmo sendo pressionado nos primeiros bimestre, ele pode ser recomposto ao longo do ano.

O que preocupa o governo não é o limite prudencial, que dificilmente será ultrapassado,  mas o fato do crescimento do ICMS em 2013 não cobrir o  acréscimo de R$ 600 milhões de aumento nas despesas do governo caso o reajuste fosse apenas a reposição da inflação, com reajuste de 5,84%, e ter de ser custeado em parte com outras receitas tributárias.

A arrecadação de ICM tem apresentado um crescimento mensal  da ordem de 12%, em termos reais,  o que significa acréscimo mensal de R$ 250 milhões, bem abaixo o incremento que será verificado na folha de pessoal.

Existe no âmbito do governo quem defenda o reajuste previsto no orçamento de 2013 aprovado na Assembleia Legislativa e que supõe um aumento de 5,16%, mas, segundo a área política do governo, esse reajuste abaixo da inflação seria insustentável.  

 Existe enorme expectativa no funcionalismo público,  com relação ao reajuste. A data base da categoria  é 1o de janeiro e tradicionalmente o governo anuncia o percentual nos dois primeiros meses do ano, assim, o atraso no anúncio estaria gerando certo desconforto na área política.

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