sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

2013: OS DESAFIOS DE DILMA ROUSSEFF

BahiaEconomica

O ano de 2013 traz um enorme desafio para a Presidente Dilma Rousseff, o desafio do crescimento econômico. Em 2012, o Produto Interno Bruto deve crescer cerca de 1%, um crescimento pífio colocando em cheque a política econômica do governo, fortemente baseada em estímulos à demanda. O ano de 2013 vai exigir que o governo redirecione a sua política focando-a nos investimentos que é a mola mestra do crescimento econômico.

A taxa de investimento, medida pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), apresentou no terceiro trimestre do ano a quinta redução trimestral consecutiva e é isso que está freando o crescimento. A política econômica do governo parece descompensada, marcada, por um lado, por medidas protecionistas, como controle relativo sobre o câmbio e a imposição de tarifas sobre importados e, por outro, por políticas de curto prazo como a desoneração da folha de pagamento e o IPI reduzido dos automóveis, que são positivas, mas incapazes de fazer deslanchar um crescimento econômico sustentado.

O pior é que essas medidas estão enfraquecendo o chamado tripé macroeconômico: cambio flutuante, regime de metas de inflação e superávit primário. Até aqui o resultado da política econômica do governo tem sido o fechamento do mercado, que gera perda de competitividade, e o abandono do tripé econômico, que reduz o nível de expectativas e traz de volta o fantasma da inflação, resultando na baixa taxa de investimentos.

O desafio da Presidente Dilma em 2013 é, portanto, o de fugir a tentação dos pacotes de bondade de curto prazo e estabelecer uma política sólida de estímulo ao investimento.
Armando Avena

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