sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Economia
Obra da ponte para Itaparica começa em 2014

Adriano Villela -Tribuna da Bahia


A assinatura de um termo de cooperação entre o Governo do Estado e as prefeituras de Itaparica e Vera Cruz, ontem à tarde, é o passo inicial da concretização do projeto da ponte interligando Salvador e a Ilha. Com orçamento de R$ 7 bilhões e 11,7 quilômetros de comprimento, o equipamento começará a ser construído em 2014, com previsão de entrega em 2018.
Após a assinatura do documento, ocorrida na Fundação Luís Eduardo Magalhães, detalhes do Procedimento de Manifestação de Interessse (PMI) que subisidiou a proposta da ponte foram apresentados à imprensa.
O secretário de Planejamento, Zezéu Ribeiro, explanou que o período 2011-2014 servirá para a elaboração dos estudos de Viabilidade Técnica e Financeira (EVTE) e de Impacto Ambiental (EIA), projeto executivo, processo de licenciamento e modelagem financeira. A ponte interligará a Via Expressa – obra em andamento, visando ligar o porto à BR-324 -, no lado da capital, a Gameleira, em Vera Cruz.
A ponte é uma ideia de 30 anos que agora começa a sair do papel. Serão seis vias de circulação, com 700 metros de vão livre, altura de 70 metros no vão central e 25 metros no canal central, além de 160 metros de trecho móvel, visando eliminar danos aos usos atuais da Baía de Todos os Santos, como a expansão do porto da capital e os estaleiros da Baía de Todos os Santos.

Recursos federais, estaduais e privados vão financiar a obra.
 O governador Jaques Wagner pretende apresentar a proposta já finalizada à presidente da República, Dilma Rousseff, em seu próximo encontro com a gestora. Wagner assegura que há condições de garantir os recursos. “Não estão pensando a Bahia com o tamanho que ela tem”, frisou. “Como diz o bom gestor, o que traz o dinheiro é o bom projeto”.
A previsão é de a gestão do equipamento seja pedagiada. Na parte privada, a proposta é criar um fundo em que os cotistas adquiririam o direito de construir nos municípios de Itaparica e Vera Cruz. A proposta, explicou o governador, baseia-se na forma como foram recuperados o centro do Rio de Janeiro, e a cidade de Beirute, capital do Líbano, no Oriente Médio.
“Meu desejo é que a ponte seja chamada 2 de Julho. Como democrata, vou consultar as câmaras das duas cidades e a sociedade”, concluiu Jaques Wagner. O governador minimizou os riscos de a obra provocar uma especulação imobiliária. Primeiro porque haverá revisão do PDDU e, em segundo lugar, a perspectiva de maturação do desenvolvimento é de 20 anos. “Não é um período para especulador, mas para investidor de longo prazo”.
A PMI que deu origem ao projeto do SVO foi iniciada em janeiro de 2010, tendo como participantes o consórcio formado pelas empresas OAS, Camargo Corrêa e Odebrecht Transport e o consórcio Planos Engenharia, integrado por Queiroz Galvão e Carlos Suarez Participações.
Os dois grupos vão ratear um prêmio de R$ 3 milhões, proporcional às contribuições de cada um ao projeto. Para a execução da obra será necessária uma nova licitação.

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