domingo, 5 de dezembro de 2010

Os Ministros de Dilma

Com núcleo palaciano fechado, Dilma deve se concentrar em aliados

Indefinição sobre fatia de siglas da base na Esplanada aumentou tensão na equipe; até agora, ampla maioria dos escalados é do PT

Ricardo Galhardo, iG São Paulo
02/12/2010.

 Depois de anunciar formalmente os ministros do chamado grupo palaciano (Casa Civil, Secretaria Geral da Presidência e Relações Institucionais) amanhã, a presidenta eleita, Dilma Rousseff, deve concentrar esforços na definição dos nomes indicados pelos partidos aliados e deixar o PT para a próxima etapa.
Segundo fontes ligadas á presidenta eleita, a indefinição tem aumentado o nível de tensão entre os aliados. Até agora, de todos os nomes ventilados ou confirmados oficialmente, apenas o futuro presidente do Banco Central, Alexandre Tombini (sem partido) e os peemedebistas Nelson Jobim (Defesa) e Edison Lobão (Minas e Energia) não são do PT.
Dilma define Lobão no Ministério de Minas e Energia
José Eduardo Cardozo é o novo ministro da Justiça
Já a lista de petistas é grande. Antonio Palocci (Casa Civil), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), José Eduardo Cardozo (Justiça), Paulo Bernardo (Comunicação), Miriam Belchior (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda), e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).
Por isso, a indicação de novos petistas para o ministério deve ficar para uma próxima etapa. Entre os que ficarão na fila de espera estão o senador Aloizio Mercadante, apontado como futuro ministro da Ciência e Tecnologia, mas que até agora não recebeu sinal algum de Dilma, e Fernando Haddad, que pode permanecer no Ministério da Educação. O PT pleiteia ainda os ministérios das Cidades, Turismo, Combate à Fome e Desenvolvimento Agrário.
Desde o início da semana Dilma tem agilizado os contatos com partidos aliados. Ontem a presidenta eleita recebeu o presidente do PR, Alfredo Nascimento, para tratar da permanência do partido no Ministério dos Transportes e sugerir o nome de Blairo Maggi para a Agricultura.
O PC do B se reuniu com a equipe de transição e pediu a permanência de Orlando Silva no Ministério dos Esportes. O presidente do PSB, Eduardo Campos, também já apresentou as reivindicações do partido. Mas a prioridade é para o PMDB. Segundo fontes ligadas a Dilma, as negociações com o partido do vice, Michel Temer, acontecem em duas frentes: Câmara e Senado.
A bancada de casa uma das casas legislativas deve apresentar dois nomes. No Senado os indicados são Lobão e, provavelmente, o senador Garibaldi Alves (RN). A Câmara deve pedir a permanência de Wagner Rossi na Agricultura e indicar um segundo nome, de preferência um deputado, para a Saúde. A permanência de Jobim, defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também entra na cota do partido que pode ainda ficar com um sexto ministério.

Dos confirmados, cinco são petistas

Fonte: O Dia.
Quatro anos depois de deixar o governo federal do PT, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci está de volta. Ele foi confirmado na sexta-feira como ministro da Casa Civil, onde vai lidar diretamente com Dilma Rousseff e ser responsável pela articulação política com a base aliada. No mesmo dia, foram anunciados José Eduardo Cardozo como ministro da Justiça e Gilberto Carvalho para a Secretaria-Geral da Presidência.
Todos eles são do PT, assim como Miriam Belchior, que será ministra do Planejamento, e Guido Mantega, que se mantém na Fazenda. O único sem partido dos já confirmados para o primeiro escalão é Alexandre Tombini, que vai presidir o Banco Central.
A disputas por cargos no governo Dilma Rousseff
Até a sexta-feira, seis ministros do governo Dilma haviam sido anunciados: os da equipe econômica e os chamados “palacianos”, que lidarão diretamente com a Presidência. Veja abaixo os mais cotados para ocuparem um dos 37 postos do primeiro escalão no novo governo:



EDISON LOBÃO (PMDB)
Senador reeleito e ex-ministro de Minas e Energia. Deve voltar para o mesmo ministério.
WAGNER ROSSI (PMDB)
Deve permanecer como ministro da Agricultura.
ALOIZIO MERCADANTE (PT)
Ex-candidato ao governo de São Paulo. Deve assumir a pasta de Ciência e Tecnologia.
NELSON JOBIM
Ministro da Defesa, provavelmente se manterá na pasta ou irá para o Ministério das Relações Exteriores.
SÉRGIO CÔRTES (PMDB)

Atual secretário de Saúde do Rio de Janeiro, foi “anunciado” pelo governador Sérgio Cabral, que depois pediu desculpas pela “precipitação”. O PMDB não o considera de sua cota.

ALEXANDRE PADILHA
Ministro das Relações Institucionais. Deve permanecer no cargo ou passar a chefiar o Ministério da Saúde.
PAULO BERNARDO (PT )
Atual ministro do Planejamento. Pode ir para Comunicações ou Previdência Social.
FERNANDO PIMENTEL (PT)
Um dos coordenadores da campanha de Dilma. Pode assumir o Ministério das Cidades ou Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.>
MOREIRA FRANCO (PMDB)
Na cota pessoal de Temer, o ex-governador pode ir para o Ministério das Cidades.
FERNANDO HADDAD
Ministro da Educação, deve se manter no cargo.
CELSO AMORIM
Atual chanceler, pode ir para o Ministério da Cultura.
ANTÔNIO PATRIOTA
Secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, está cotado para ser o chanceler brasileiro.
ORLANDO SILVA (PCdoB)
Ministro do Esporte. Deve continuar.
MANUELA D’ÁVILA (PCdoB)
Deputada, cotada para o Esporte.
ANTONIO CARLOS VALADARES (PSB)
Senador, cotado para Integração Nacional.
GRAÇA FOSTER
É diretora de Gás e Energia da Petrobras e deve assumir o comando da empresa.
IZABELLA TEIXEIRA (SEM PARTIDO)
Ministra do Meio Ambiente, pode se manter no cargo.
JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI
Presidente da Petrobras, cotado para o Ministério da Integração Nacional.
JOSÉ VIEGAS
Atual embaixador na Itália, pode ser o chanceler brasileiro.
LUCIANO COUTINHO
Atual presidente do BNDES, deve permancecer no cargo.
GILES AZEVEDO
Ex-secretário-executivo adjunto da Casa Civil, cotado para ser Chefe de Gabinete.
ALESSANDRO TEIXEIRA
Principal cotado para Micro e Pequena Empresa, ministério a ser criado, segundo a promessa de campanha.

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