Será construida próxima a cidade de Altamira no oeste do Pará e a 740 km de Belém, a capital do estado do Pará.
Os estudos do aproveitamento hidrelétrico da Bacia do Xingu teve inicio em 1975 na gestão do governo militar de Geisel e na época era conhecida com o nome de Kararaô.
O projeto passou por inúmeras alterações, das quais a redução da área alagada que seria de 1.225 km2 e que será agora de 516 km2 com o tamanho do reservatório equivalendo ao tamanho territorial das cidades de Fortaleza( Ce) e Recife (Pe) juntas.
Em energia foi a principal projeto de governos anteriores e hoje com o PAC é o primeiro de LULA.
No pico de sua produção será de 11.233 MW (terceira do mundo) e com o regime de baixa do rio a produção cairá para 4.700 MW.
Essa hidrelétrica vai dar segurança energética ao Brasil e pelo gigantismo do projeto haverá leilão que definirá o(s) responsavel(eis) pela construção e operação da Usina.
É preciso flexibilidade das opiniões dos prós e contras sua construção, pois o país em crescimento precisa de energia oriundas de hidrelétricas, de usinas eólicas, de usinas nucleares e de outros meios que serão conhecidos no futuro.
Atualmente as duas maiores hidrelétricas do mundo são:
a maior é a de Três Gargantas, a 900 km de Xangai na China, construída no rio Yang - Tsé;
a segunda é a de Itaipú, responsável pela geração de 20% da energia nacional;
e a terceira a de Monte Belo, que deverá ter sua licença ambiental a ser concedida pelo IBAMA em Fevereiro próximo, após imensa luta do Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão e representa o inicio do processo para sua construção que levará segundo estimativas em torno de dez anos para sua conclusão com custo estimado em seu inicio em R$16 Bilhões, que poderá ser aumentado de forma considerável.
Suas escavações equivalem ao Canal do Panamá e desde já são analisados toda a mutação que ocorrerá no local de sua construção, pois serão construídas 500 casas em Altamira e 2.500 em Vitória do Xingu e é estimado uma geração de empregos entre diretos e indiretos em seu inicio em torno de 40 a 45 mil pessoas e no pico esse número poderá alcançar 75 mil e com a movimentação na área de 100 mil pessoas.
É facil imaginar que os assuntos decorrentes de sua construção serão discutidos ainda de forma exaustiva e envolverá a preservação ambiental e as necessidades do país, de forma mais direta.
Ressaltamos entretanto que deverá haver um estudo de geografia econômica de profundidade pois quando as obras se concluírem teremos um grande problema: onde empregar tanta gente?
Pensargrande espera que realmente esse mega projeto saia das planchetas e das conversações, pois energia é fundamental para o crescimento desta nação de tamanho continental.
3 comentários:
A matéria está muito boa porém gostaria de fazer apenas um comentário: comparar o tamanho das usinas em função de sua "capacidade instalada" pode não ser a melhor referência. Na própria matéria se diz que Belo Monte ora terá 11000MW ora 4500MW ou seja qual a sua posição no ranking ?
Nossa sugestão é que se use a capacidade de produção anual. Desta forma a ITAIPU seria ainda a maior do mundo e 3 Gargantas a segunda maior do mundo pois ela ainda produz menos que a ITAIPU. Ainda não conheço tal dado referente a Belo Monte mas ela tem grandes chances de ser a terceira maior do mundo juntamente com Guri na Venezuela e outras mais...
um abraço, Celso Torino
Pensar Grande não é ficar fazendo Barragem e Usina Hidrelétrica em todo curso d'água do País, mto menos no rio Xingú. Pensar Grande é como os Países ditos de 1o.Mundo fazem, ou seja, aplicam em Usinas Nucleares, Termelétricas, Energia Solar, Gás Metano, Hidrogênio, etc, etc, e de vez em quando fazem uma Usina Hidrelétrica de porte Médio e outras de pequeno porte, já que o impacto pro ambiente é bem menor, talvez seja por isso que eles não tem a maior Usina Hidrelétrica do Mundo, não é.....
Concordo que o Brasil deva diversificar sua matriz energética, entretanto acredito que devamos investir mais em energia hidrelétrica sim. Pois diferente dos países ditos de primeiro mundo nós temos a maior bacia hidrográfica do mundo e toda essa capacidade deve ser explorada. O impacto ambiental de uma usina hidrelétrica continua sendo bem menor do que de uma termelétrica, que na grande maioria usa carvão e óleo diesel (energia não renovável) e de usinas nucleares que como vimos no início do ano no Japão pode provocar graves prejuízos ao meio ambiente em caso de acidente.
A questão energética brasileira é bem complexa, mas devemos sim discutir e entender que não existe energia 100 por cento limpa.
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