sábado, 9 de janeiro de 2010


Futebol na Bahia

É evidente que toda a modalidade esportiva necessita de bons equipamentos e o futebol não poderia ser diferente, daí para crescer têm que oferecer estádios em atendimento às normas estabelecidas pelo Estatuto do Torcedor, com acomodações confortáveis, boa higiene e segurança total, parâmetros capazes de funcionar como elemento agregador para levar o comparecimento do torcedor aos estádios.

Afora isso, há a necessidade de profissionalizar a atividade e disseminar o interesse de investidores, pois uma regra elementar pode ser definida por quem vende e por quem tem o interesse em comprar, e para tanto o produto tem que ser bom e provocar o interesse no usuário.

E como vai o Futebol da Bahia?
E os estádios se enquadram no Estatuto do torcedor ou apenas dá para o gasto?

Temos que buscar novos caminhos, pois embora o governo da Bahia participe de forma ativa auxiliando os clubes, é ainda incipiente para estruturar clubes que basicamente tem atividades em três dos doze meses do ano.

É claro que os abnegado das agremiações do interior se esforçam para levar a termo à tarefa e que ainda conta com ações políticas e de poucas empresas que ajudam a preservar o existir dos clubes; entretanto pela falta de planejamento, de uma gestão profissionalizada, pela pobreza de idéias e de recursos financeiros é até um milagre continuar existindo, daí nosso futebol continuar pequeno, sem perspectivas de um futuro diferente.

Em matéria de estádios, o Pituaçu é moderno, bonito, confortável, mas sua capacidade de público de apenas 32.157 espectadores é muito pouco para abrigar as torcidas do Bahia e do Vitória, principalmente quando enfrentam clubes do topo de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul;
O Barradão do Vitória é um bom estádio com capacidade para 35 mil torcedores, que no momento passa por obras de melhorias, mas que necessita de ampliação e requalificação, com a colocação de cadeiras, como existente no Pituaçu.

Quantos aos estádios do interior os maiores são de Feira de Santana, Conquista, Alagoinhas e Itabuna; porém todos carentes de melhorias e beneficiamentos.

Em Ilhéus o Mário Pessoa, com capacidade em torno de 4.500 pessoas, é pequeno, acanhado, e o município precisa de uma nova praça esportiva, aliás, uma das metas prioritárias para o desenvolvimento de Ilhéus, conforme várias postagens de pensargrande.

Quando essas coisas acontecerem será um passo para que o campeonato baiano melhore, aliado as muitas outras medidas a serem adotadas com a modificação do sistema do campeonato baiano e a disputa novamente do campeonato do nordeste, e de taças com a participação de clubes do interior em período em que o campeonato brasileiro estivesse em andamento, algo parecido com o intermunicipal promovido pela federação baiana de futebol.

Como está em fase de mudanças de secretários no governo de Ilhéus, seria de bom alvitre para formar uma cadeia de entendimentos de maior facilidade, que o secretário do esporte em Ilhéus fosse alguém do PC do B, pois no estado a Secretária do Esporte, da SECOPA e o Ministério do Esporte, têm seus dirigentes do mencionado partido, o que possivelmente abriria as portas para a conquista de obras no setor.

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