quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Veículo:Revista Ferroviária



  • Caderno: OnlineData: 21/09/2010
    Manaus espera crescimento com conclusão da Norte-Sul
    Valor Econômico
    A conclusão da Ferrovia Norte-Sul (FNS) não é ambição exclusiva de mineradoras e companhias da agroindústria fincadas nas regiões Centro-Oeste e Norte.


  • A Zona Franca de Manaus também está de olho no impacto que a ferrovia trará para o escoamento da produção de eletrônicos, hoje restrito aos transportes rodoviário, aéreo e fluvial.
    Com a chegada da FNS ao Sudeste, a Zona Franca passa a pelos portos do Norte - como Porto do Conde, no Pará e Itaqui, no Maranhão - que formarão um corredor de ligação com a FNS, chegando ao Sudeste. "À medida que o prolongamento da ferrovia se efetiva, a tendência será a substituição da cabotagem de longo curso pela Norte-Sul", afirma a coordenadora-geral de estudos econômicos e empresariais da Suframa, Ana Maria Souza.
    Hoje, os principais gargalos de entrada e saída da produção do polo industrial de Manaus são a escassez de portos de longo curso e cabotagem, diz Ana. "As rodovias estão em péssimo estado, provocando atrasando e aumentando o custo do frete. Os custos de frete e armazenagem do transporte fluvial são elevados em decorrência, principalmente, da distância."
    A participação das ferrovias em relação aos demais meios de transporte de carga ainda é tímida, embora tenha avançado nos últimos anos.


  • A participação do setor passou de 3,38% em 1999 para 7,89% em 2008, segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF). No mesmo período, os investimentos públicos em ferrovias passaram de R$ 20 milhões para R$ 237 milhões.Com a privatização do setor, em 1996, a contrapartida foi muito maior.
    Nos últimos 14 anos, as concessionárias investiram mais de R$ 22 bilhões. Hoje, 12 concessionárias privadas operam 28,5 mil km de malha ferroviária. No ano passado, o setor empregava 36,5 mil pessoas. A projeção é fechar este ano com 40 mil.
    Com as projeções de investimento público e privado, o governo garante que há possibilidade de chegar a 2025 com as ferrovias responsáveis por 35% do
    transporte de cargas - o país teria então 48 mil quilômetros de trilhos.
    Projeções de prazos bem mais curtos são feitas por municípios beneficiados pela malha. É o caso de Anápolis (GO), de 380 mil habitantes. "Vamos ser o marco zero da Norte-Sul", diz o prefeito Antonio Gomide (PT). "Neo Química e Ambev já sinalizaram que vão ampliar o parque industrial na cidade, e
    tudo isso é reflexo da ferrovia."


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