quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Repetindo postagem dado a importância da conversa de ontem entre Lula e Wagner.



Ainda sobre a ponte Salvador-Itaparica
Herbert Frank
Economista
hfrank@svn.com.br

Continuam as discussões sobre a ligação da cidade de Salvador com a Ilha de Itaparica. Ótimo. Significa que o as­sunto é polêmico, como foram também a instalação do Polo Petroquímico, a implan­tação da Linha Verde, a construção do Centro Administrativo da Bahia, a duplicação da BR-324, a implantação da Avenida Octávio Mangabeira e muitas outras que hoje são realidades fundamentais no processo de de­senvolvimento da Bahia e que, na ocasião, foram acusadas de "obras fictícias".
Não é uma obra deste governo. É uma boa estratégia de promoção do desenvolvimento da Bahia. A BR-242, que vem do oeste baiano e que hoje termina no encontro com a BR-116, em São Roque do Paraguaçu, terá continui­dade com um viaduto sobre essa estrada, passando por São Felipe, cruzando para a Ilha de Itaparica onde hoje existe a Ponte do Funil, atravessando toda a ilha em estrada paralela à atual, e chegando até a cabeceira da ponte.
Esta é a linha de integração do espaço eco­nômico do oeste baiano com os meios de escoamento da sua produção (portos de Sal­vador e Aratu) e demais regiões da Bahia, em especial as do Recôncavo e nordeste.
Por outro lado, os municípios das regiões baixo sul e litoral sul com suas produções se integrarão de forma mais apropriada aos mercados consumidores, favorecendo o in­cremento do turismo nessas regiões. Na pró­pria Baía de Todos-os-Santos, no município de Maragojipe, está sendo implantado o Es­taleiro Enseada do Paraguaçu, com inves­timentos totais previstos da ordem de R$ 2,1 bilhões, com participação também da União e da iniciativa privada.
Chegando a Salvador, esse sistema viário estratégico de desenvolvimento encontra a Via Expressa, a BR-324, a Linha Verde e in­terliga-se com a parte norte das BRs-110 e 116, levando e trazendo produção de origem das regiões norte e nordeste da Bahia, além de outros estados do Nordeste brasileiro.
A alternativa da ponte é, por tudo isso, positiva e a sua construção está inserida em outras diretrizes desenvolvimentistas em implantação na Bahia. Esta vem a ser uma das estratégias para que a Bahia saia do 6º lugar no ranking nacional do PIB (Produto Interno Bruto) para o 3º , ou até mesmo 2º•
Nesta época de eleição, não fico preocu­pado se o candidato A, B ou C é contra ou a favor da ponte. Preocupa-me se os candi­datos são a favor do desenvolvimento da Bahia, pois a ponte é necessária à abertura de um vetor importante para abrir novas fron­teiras econômicas.
Enganam-se aqueles que imaginam ser uma coisa simples e corriqueira a elaboração de um projeto executivo de uma ponte com cerca de 12 quilômetros de comprimento e em águas com profundidade de até 70 metros, para o qual precisam estudos detalhados. É indispensável dispor de cuidado téc­nico para um projeto qualificado. E isso leva tempo, naturalmente.
Continuam precipitados os arautos do de­nuncismo de plantão, quando demonstram medo da PPP (Parceria Público Privada), de­finida por lei, ou em conversas preliminares com quaisquer que sejam as empresas pri­vadas. Tudo se fará e acontecerá através de concorrência pública, devidamente fiscali­zada pelas procuradorias gerais, tribunais de contas, ministérios públicos e Controladoria Geral da União.
Os eternos pessimistas e que tudo fazem para manter o subdesenvolvimento da Bahia serão contrariados, mais uma vez: a ligação entre Salvador e Itaparica se materializará, mais cedo ou mais tarde, por imposição na­tural do crescimento da Bahia e, também, pela fatal ampliação dos investimentos, pro­motores do seu desenvolvimento econômico e social.
Não é uma obra deste governo. É uma boa estratégia de promoção do desenvolvimento da Bahia .
Pensargrande só discorda do autor do comentário quanto ao tempo em que poderá ocorrer a construção, pois sou crente da possibilidade de agora e já.

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