A Califómia vem à Bahia
Eduardo Athayde
Diretor do WWI - Worldwatch Institute no Brasil
eduathayde@gmail.com
Convidado pelo governador Jaques Wagner ao Palácio de Ondina no Dia do Meio Ambiente, em 2008, o presidente do WWI-Worldwatch Institute, Christopher Flavin, um dos mais respeitados cientistas do mundo, focado na sustentabilidade, colocou-se à disposição para ajudar a Bahia na articulação para a transferência de tecnologias e atração de investimentos.
Impressionado com o biopotencial do Estado, único no País com cinco biomas distintos e mais de mil quilômetros de costa oceânica tropical, Flavin exclamou:
"É tudo que o mundo procura."
Recentemente o governo da Bahia enviou à California missão oficial chefiada pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), Feliciano Monteiro, visando articulações para transferência de ciência e tecnologias para a Bahia e apoio para o Parque Tecnológico. Acompanhada pelo WWI, a iniciativa resultou na assinatura de protocolo de intenções entre a Universidade da Califórnia, em Berkeley, e a Secti. Assistindo a delegação baiana, o vice-cônsul brasileiro em São Francisco, Evaldo Freire, destacou a importância da iniciativa do governo da Bahia em reunião com autoridades californianas.
A missão também foi recebida pelo presidente da San Francisco Bay Preservation and Development Comission, Will Travis, em reunião articulada pelo Rotary Club. A Baía de São Francisco tem um estuário que drena 40% dos recursos de água do Estado mais rico dos EUA, monitora sedimentos controlando despejo de efluentes industriais na sua baía. Cercada por uma região metropolitana de 18 mil quilômetros quadrados, com população de 7,5 milhões de pessoas, nove municípios, 101 cidades, indústrias, portos, aeroportos e ferrovias, São Francisco usa tecnologias de ponta desenvolvidas na Universidade da Califórnia para garantir o seu desenvolvimento econômico sustentável. Em novembro próximo Travis vem à Bahia junto com cientistas da Universidade da Califórnia, para assinatura de acordo que declara as baías de São Francisco e de Todos-os-Santos como Baías Irmãs.
Com um PIE de US$ 2 trilhões e responsável por 14% do produto interno bruto dos Estados Unidos, a Califórnia é a sétima economia do mundo. Transbordando em riquezas, é líder nacional na produção de leite, carne bovina e hortifrutis granjeiros. O valor total dos produtos da agropecuária californiana é o maior do setor no país, mesmo assim o setor primário responde apenas por 2% do PIE do Estado. Com 89 mil fazendas, muitas irrigadas, os californianos buscam na ciência e tecnologia desenvolvimentos e inovações para o agronegócio.
O setor secundário responde por 18% do PIE da Califórnia. A indústria de computação e alta tecnologia é a maior do setor de todo os EUA. O valor total dos produtos desse segmento industrial é de US$ 82 bilhões (o PIE da Bahia é de US$ 55 bilhões). Líderes na geração de eletricidade usando fontes renováveis de energia eólica e solar, os californianos enxergaram nos mapas de sol e de vento da Bahia potenciais para o desenvolvimento de um polo energético.
No setor terciário está a grande força da economia californiana, respondendo por 80% do PIE, um universo pulsante de novos empregos gerados pela força econômica empurrada pela geração de conhecimentos e por inovações tecnológicas.
A Universidade da Califórnia é a maior universidade pública dos Estados Unidos, possui dez campi com mais de 400 mil estudantes, é considerada uma das melhores instituições de ensino superior público dos EUA e emprega mais vencedores do Prêmio Nobel do que qualquer outra instituição de ensino superior do mundo.
"É tudo que o mundo procura."
Recentemente o governo da Bahia enviou à California missão oficial chefiada pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), Feliciano Monteiro, visando articulações para transferência de ciência e tecnologias para a Bahia e apoio para o Parque Tecnológico. Acompanhada pelo WWI, a iniciativa resultou na assinatura de protocolo de intenções entre a Universidade da Califórnia, em Berkeley, e a Secti. Assistindo a delegação baiana, o vice-cônsul brasileiro em São Francisco, Evaldo Freire, destacou a importância da iniciativa do governo da Bahia em reunião com autoridades californianas.
A missão também foi recebida pelo presidente da San Francisco Bay Preservation and Development Comission, Will Travis, em reunião articulada pelo Rotary Club. A Baía de São Francisco tem um estuário que drena 40% dos recursos de água do Estado mais rico dos EUA, monitora sedimentos controlando despejo de efluentes industriais na sua baía. Cercada por uma região metropolitana de 18 mil quilômetros quadrados, com população de 7,5 milhões de pessoas, nove municípios, 101 cidades, indústrias, portos, aeroportos e ferrovias, São Francisco usa tecnologias de ponta desenvolvidas na Universidade da Califórnia para garantir o seu desenvolvimento econômico sustentável. Em novembro próximo Travis vem à Bahia junto com cientistas da Universidade da Califórnia, para assinatura de acordo que declara as baías de São Francisco e de Todos-os-Santos como Baías Irmãs.
Com um PIE de US$ 2 trilhões e responsável por 14% do produto interno bruto dos Estados Unidos, a Califórnia é a sétima economia do mundo. Transbordando em riquezas, é líder nacional na produção de leite, carne bovina e hortifrutis granjeiros. O valor total dos produtos da agropecuária californiana é o maior do setor no país, mesmo assim o setor primário responde apenas por 2% do PIE do Estado. Com 89 mil fazendas, muitas irrigadas, os californianos buscam na ciência e tecnologia desenvolvimentos e inovações para o agronegócio.
O setor secundário responde por 18% do PIE da Califórnia. A indústria de computação e alta tecnologia é a maior do setor de todo os EUA. O valor total dos produtos desse segmento industrial é de US$ 82 bilhões (o PIE da Bahia é de US$ 55 bilhões). Líderes na geração de eletricidade usando fontes renováveis de energia eólica e solar, os californianos enxergaram nos mapas de sol e de vento da Bahia potenciais para o desenvolvimento de um polo energético.
No setor terciário está a grande força da economia californiana, respondendo por 80% do PIE, um universo pulsante de novos empregos gerados pela força econômica empurrada pela geração de conhecimentos e por inovações tecnológicas.
A Universidade da Califórnia é a maior universidade pública dos Estados Unidos, possui dez campi com mais de 400 mil estudantes, é considerada uma das melhores instituições de ensino superior público dos EUA e emprega mais vencedores do Prêmio Nobel do que qualquer outra instituição de ensino superior do mundo.
Parcerias com as universidades públicas da Bahia, trazendo recursos para pesquisas, transferências de tecnologias e bolsas para intercâmbio entre professores e estudantes é o que querem as universidades de lá e as de cá.
A CalifórnÍa tem muito a contribuir com a Bahia, transferindo conhecimentos, tecnologias e recursos para a promoção de negócios sustentáveis, geradores de emprego e renda, ajuda a transformar preservação em PIB, uma lucrativa relação de parceria para a sustentabilidade.
A CalifórnÍa tem muito a contribuir com a Bahia, transferindo conhecimentos, tecnologias e recursos para a promoção de negócios sustentáveis, geradores de emprego e renda, ajuda a transformar preservação em PIB, uma lucrativa relação de parceria para a sustentabilidade.
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