quarta-feira, 11 de maio de 2016

A Cara dos Representantes do povo.


 

Branco, superior completo e sob investigação: A cara do Senado que votará o impeachment

Descrição: BBC

Ingrid Fagundez e Renata Mendonça
Da BBC Brasil em São Paulo

10/05/201609h16

  • Alan Marques/Folhapress

Descrição: http://imguol.com/c/noticias/90/2016/04/25/25abr2016---senadores-se-reunem-para-definir-a-composicao-da-comissao-que-analisara-o-impeachment-da-presidente-dilma-rousseff-1461618248261_615x300.jpgDescrição: http://assets.pinterest.com/images/pidgets/pinit_fg_en_rect_red_28.png

O perfil predominante entre os membros do Senado é o de um homem, branco, com curso superior (direito é o mais comum), investigado pela Justiça e com boas chances de ser membro da bancada ruralista.
É o que revela a análise feita pela BBC Brasil de dados - como sexo, formação e número de mandatos - dos 81 senadores, que descobriu ainda que a maioria dos parlamentares têm longa carreira política, com passagens por Câmara e cargos no Executivo, e que vários pertencem a "clãs" familiares.
Além disso, 58% dos que votarão o impeachment de Dilma Rousseff respondem a acusações como improbidade administrativa e corrupção passiva em tribunais, segundo a ONG Transparência Brasil.
Abaixo, estão algumas das características de destaque entre os senadores:
80% do Senado é composto por homens brancos
A votação do impeachment na Câmara dos Deputados já tinha mostrado que a grande maioria da Casa é formada por homens brancos.
No Senado, não é diferente. Dos 81 senadores, 64 são homens brancos, seis são homens negros e 11 são mulheres (sendo uma delas negra).
Os números contrastam com a realidade da sociedade brasileira: de acordo com os dados mais recentes do IBGE, 54% da população é negra e 51% são mulheres.
A idade média é 60,5 anos. Três em cada dez senadores são formados em direito.
Segundo o site do Senado, 68 membros da Casa têm curso superior completo, um dado que também contrasta com a configuração do país, onde, segundo a última Pnad (Pesquisa Nacional de Domicílios) do IBGE, apenas 16% possuem ensino superior completo.
"Isso é um retrato do poder. A gente nunca teve um Legislativo que espelhasse a diversidade social no país" disse à BBC Brasil Maria do Socorro Braga, professora de Sistemas Democráticos e Teoria Política Democrática da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) e coordenadora do Núcleo de Estudo dos Partidos Políticos Latino-Americanos na mesma universidade. "Faz parte da nossa cultura política, que é elitista."
58% dos senadores são citados na Justiça ou em Tribunais de Contas
Entre os 81 senadores que votarão o impeachment da presidente Dilma Rousseff, 47 (58%) têm ocorrências na Justiça ou em Tribunais de Contas por suspeitas ou acusações que vão de improbidade administrativa (em sua maioria) a corrupção passiva, passando por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, segundo levantamento do projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil.
Os partidos com o maior número de senadores citados são: PMDB (10), seguido por PT (9), PSDB (6), PR (6) e PP (5).
"É uma contradição muito grande e uma alta deslegitimação desse processo. Vivemos um momento em que a classe política está sendo muito questionada porque cada vez se tem mais informações sobre isso [políticos acusados de crimes ou improbidades]. Há um descrédito da população em relação a seus representantes", disse Braga.
"Tem políticos de todos os partidos envolvidos. Essa contradição nos mostra que temos uma democracia com baixa qualidade. A médio e a curto prazo, uma consequência disso é o apartidarismo."
Senadores vêm de 'dinastias' políticas e têm longa carreira política
Apesar de 65% dos senadores estarem em seu primeiro mandato, a grande maioria deles têm longa carreira política - ou já foi deputado por mais de uma vez ou exerceu cargos importantes no Executivo, como o de governador.
Segundo o cientista político Manoel dos Santos, vice-coordenador do Centro de Estudos Legislativos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a carreira - e a projeção conseguida por ela - é necessária para conseguir votos, pois o senador é eleito pelo número de votos no seu Estado. Na Câmara, para ser eleito, o candidato depende não apenas dos votos que recebe, mas também dos recebidos por seu partido ou coligação.
"(No Senado), só vai bem quem tem de fato muito voto. São pessoas de patrimônio político extenso, por isso está cheio de ex-ministros."
A experiência pesa na hora da indicação do partido para participar das eleições.
"A grande disputa é conseguir montar sua chapa e sair como candidato da coligação. São sempre grandes nomes", diz a pesquisadora da Transparência Brasil Juliana Sakai.
Muitos deles carregam também sobrenomes de peso regional. Dados da Transparência Brasil mostram que 60% dos senadores têm parentes na política, mais do que os deputados (49%).
Entre os "clãs" mais numerosos na política estão o de Cássio Cunha Lima (5 parentes), o do presidente do Senado, Renan Calheiros (4 parentes), e o de Jader Barbalho (3 parentes).
Para a cientista política da Ufscar Maria do Socorro Braga, "são verdadeiras oligarquias". "(Antes) era mais forte do que hoje, mas ainda existe. Praticamente em todo o Nordeste, quem está assumindo são filhos e netos."
Segundo Braga, essa característica "acaba afetando a ampliação e a maior integração de outros setores".
"Por que [Fernando] Collor foi eleito depois de passar anos inelegível? Se você vai para Alagoas, as rádios, os jornais da região são todos dele e acabam ajudando."
Bancada ruralista é predominante
Quase 30% do Senado é ruralista. A informação é do Projeto Excelências, da Transparência Brasil. A bancada é uma das maiores na Casa, ao lado do grupo formado por concessionários de rádio e TV (23,5%). A bancada dos sindicalistas é a terceira, mas fica afastada das duas primeiras, com 11%.
Para Braga, os números mostram um desequilíbrio dos interesses representados no Senado, que seria "muito fechado" e "exclusivo".
"É bastante elitista. Causa espécie você ver que é uma elite que não está sensível às características socioeconômicas do Brasil, marcado por extrema desigualdade social."
Já o cientista político Manoel dos Santos vê os ruralistas como um "segmento legítimo da sociedade".
Santos afirma que muitos Estados brasileiros têm forte economia agrícola e estariam representados por esses parlamentares.
Da mesma forma, um Brasil majoritariamente conservador também teria um Legislativo pouco adepto a mudanças.
"Parlamentos são sempre um pouco mais conservadores do que os membros do Executivo, pela distribuição de preferência dos eleitores [por Estados]. Nossa sociedade é conservadora. Há também um neoconservadorismo se projetando, ligado a questões religiosas. Não acho um problema. Tem que ter representatividade de fatores liberais e conservadores", diz.
Mais de 13% dos senadores chegaram ao cargo sem receber voto
Ao contrário da Câmara, as eleições para o Senado Federal são majoritárias, ou seja, só são eleitos os senadores que recebem a maioria dos votos diretos, enquanto na Câmara as eleições são proporcionais e candidatos menos votados têm chances de ocuparem as cadeiras por conta do quociente eleitoral.
Ainda assim, é possível chegar ao Senado sem receber voto, por causa do sistema de suplência.
Quando se elege um senador, o suplente é eleito junto. Muitos suplentes que compõem a chapa dos senadores são financiadores das campanhas ou familiares (mulher, filho, neto etc). Existe até uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que visa impedir que cônjuges ou pessoas com vínculo sanguíneo possam compor as chapas dos senadores, mas ela está parada na Câmara desde 2013.
"Há pessoas (no Senado) que não têm nenhuma representatividade. Cai algo que é fundamental numa democracia. [O Senado] É uma Casa muito conservadora e representa apenas alguns setores, que são os que financiam as campanhas", afirmou a professora da Ufscar.
Em oito anos de mandato, é muito comum o senador eleito deixar o posto para ocupar outro cargo – às vezes no governo federal, como ministro, às vezes em um governo estadual ou municipal. Com isso, o suplente [que, em geral, não é conhecido pelo eleitorado] acaba assumindo a cadeira em seu lugar.
Por exemplo, dos 54 senadores que foram eleitos em 2010 para um mandato que teria oito anos, 20 acabaram deixando suas funções temporariamente em 2014 para concorrer a eleições em outros cargos – para governadores, principalmente.
Atualmente, existem 11 suplentes – o equivalente a 13,5% do Senado - ocupando as vagas de senadores eleitos pelo voto.

Esporte Clube Bahia e os jogos finais do Campeonato baiano e mais noticias.

O Bahia seguidamente perde dois títulos. Perdeu a Copa do Nordeste e o Campeonato baiano de 2016. É verdade que penalidades máximas foram de vital importância e resultantes no Campeonato baiano para  o Vitoria ganhar o título.
No primeiro jogo no Barradão quando Vander mergulhou na área do Bahia parecendo que ali era uma piscina levou o árbitro a vexatória condição de influenciar no marcador final, pois ali o Vitoria fez 1 x 0 e desarticulou por completo o Bahia que vinha melhor no jogo e não teve equilíbrio e nem forças para adotar uma atitude de reação e com empenho , destemor e raça vencer o jogo e o 2º gol acabou de matar o Bahia.
No 2º jogo na Arena Fonte Nova só deu Bahia .mais Caique goleiro do Vitoria fechou o gol e também faltou competência para que o Bahia fizesse mais gols. Bahia 1 x 0 no Vitoria deu o Campeonato ao adversário.
O Bahia teve uma boa atuação nessa partida , seu sistema defensivo teve acentuada melhora com destaques para Eder, Moisés, Tinga e seu meio de campo funcionou bem com Danilo Pires, João Paulo Gomes e Paulo Roberto, além da excelente atuação de Feijão severo na marcação, bom de passe e fazendo o único gol da partida. O ataque se empenhou mais faltou uma melhor finalização para fazer gol.
E o soprador de apito Viadem deixou de marcar uma penalidade máxima de Amaral atropelando e derrubando dentro da área o atacante do Bahia Henrique e assim as penalidades máximas uma inexistente no primeiro jogo que o juiz ajudou o Vitoria e o pênalti do 2º jogo descrito acima em favor do Bahia que o juiz garfou não vendo ou fazendo de conta.
Um torcedor do Vitoria me falou que é melhor ser campeão roubado do que ser vice e em resumo os dois gaúchos gostam de vermelho e preto e erraram de proposito ou não, mais sempre contra o Bahia.
O Bahia tem em número um grande elenco, mas em qualidade, capacidade técnica é limitado e precisa de contratações.
Quantos defensores no futebol da Bahia poderiam ajudar ao elenco do tricolor da capital , prova disso foi a escolha por parte da imprensa que faz esporte escolhendo a seleção do campeonato com o lateral direito Edson do Flu de Feira e Alysson zagueiro de área também do Fluminense.
Como ilustração veja a seguir a os melhores do Campeonato da Bahia.

Melhores do Campeonato Baiano 2016:
 
Goleiro: Caíque (Vitória)
Lateral-direito: Edson (Fluminense de Feira)
Zagueiro: Alysson (Fluminense de Feira)
Zagueiro: Ramon (Vitória)
Lateral-esquerdo: Diego Renan (Vitória)
Volante: Amaral (Vitória)
Volante: Willian Farias (Vitória)
Meia-direita: Juninho (Bahia)
Meia-Esquerda: Marinho (Vitória)
Atacante: Hernane (Bahia)
Atacante: Edigar Junio (Bahia)

O Bahia relacionou os atletas abaixo para o jogo contra o América de MG pela Copa do Brasil em partida a ser jogada em BH.
 
Goleiros – Jean e Marcelo Lomba
Laterais – Hayner, João Paulo Gomes e Tinga
Zagueiros – Dedé, Eder, Lucas Fonseca e Robson
Meio-campistas – Danilo Pires, Feijão, Gustavo Blanco, Juninho, Luis Fernando e Paulo Roberto
Atacantes – Geovane Itinga, Henrique, Luisinho, Thiago Ribeiro e Zé Roberto

Os nome por si só revelam e confirmam o comentário sobre a falta de qualidade do elenco.

PT VAI AO STF PARA PROIBIR TEMER DE NOMEAR MINISTROS

Publicado p/Bahiaeconômica


O PT entrou nesta terça-feira (10) com um pedido para que o STF (Supremo Tribunal Federal) impeça o vice-presidente Michel Temer de exonerar e nomear ministros para o primeiro escalão caso assuma interinamente a Presidência se o Senado aprovar o afastamento de Dilma Rousseff no processo de impeachment.

A ação é assinada pelo Diretório Municipal de Cidade Ocidental (GO). Segundo o texto, Temer só pode praticar atos exclusivos do presidente caso Dilma seja condenada e o impeachment aprovado pelo Senado, segundo informou a Folha.

"Assim, até o julgamento final pelo Senado Federal, o vice-presidente continua sendo vice-presidente, e só, uma vez que, no nosso ordenamento jurídico pátrio, não existem dois cargos de presidente da República, apenas um, este legitimamente eleito pelo povo: Dilma Rousseff, conferido por mais de 54 milhões de brasileiros", diz a ação.

"Portanto, enquanto a Presidenta Dilma não for destituída do cargo, o cargo continuará sendo seu, não podendo o atual Vice-Presidente Michel Temer praticar atos privativos de Presidente da República, pois estaria afrontando o Estado Democrático de Direito e a Constituição", completou.

domingo, 8 de maio de 2016

Fonte:UOL
janio de freitas
Colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa as questões políticas e econômicas. Escreve aos domingos e quintas-feiras.

No país dos truques


A suspensão do mandato de Eduardo Cunha, motivo de polêmica ainda por muito tempo, sufocou a denúncia judicial de Lula e de Aécio, entre outros, pelo procurador-geral Rodrigo Janot. A repentina pressa do Supremo Tribunal Federal em afastar o presidente da Câmara poupou Janot de questionamentos, do PT e do PSDB, por aquela solicitação. Mas não evita sua inclusão como personagem destes tempos de truques: no plenário e no Conselho de Ética da Câmara, no Senado e suas agendas, na Lava Jato, acusados no governo, e há quem os veja mesmo no Supremo.
Durante um ano, seis meses e meio, ou os 559 dias constatados por Bernardo Mello Franco desde a primeira citação a Aécio na Lava Jato até ser denunciado, os demais delatados por Alberto Youssef foram objeto de atos do juiz Moro ou de Janot. Aécio, não. Poderia ser por investigações em andamento. Mas a denúncia nada trouxe assim. Por que é feita agora? Por causa de Lula.
A dedução é inevitável. A presença de Aécio neutraliza, ao menos atenua, a reação ao novo e grave fato por parte dos convictos de perseguição organizada a Lula, para impedir sua eventual candidatura em 2018. Aécio ficou guardado por mais de ano e meio, até ser, mais do que uma pessoa e um denunciado, uma utilidade manejável e precisa. Olha, o Aécio também está denunciado.
Alguns dirão: Aécio, aquela azeitona. Ele se deixou assimilar no papel com naturalidade, disponível para a resposta única de que a denúncia não o ameaça. Deve estar certo. O que nem de longe significa que na década passada faltassem improbidades tremendas na estatal Furnas. Em cujo elenco, aliás, o astro já era Eduardo Cunha. E não por coincidência, nos últimos tempos, tal como a denúncia diz daqueles idos, com Aécio a ele associado no mesmo roteiro.
São truques demais, nestes tempos. Sem falar na imprensa, Deus me livre. Lula virou denunciado nas vésperas de uma votação decisiva para o impeachment. Assim como os grampos telefônicos, ilegais, foram divulgados por Moro quando Lula, se ministro, com sua experiência e talento incomum de negociador talvez destorcesse a crise política e desse um arranjo administrativo. Há dois anos vemos as prisões persistentes até a delação, que recursos não faltam a juízes para defender prisões. São muitos truques. E agora Aécio com Lula. E já Dilma: é preciso inviabilizar o retorno.
São muitos truques. E mais virão onde o Supremo os supõe extintos. Pois ninguém sabe até quanto se esvazia o poder de Eduardo Cunha sobre grande parte da Câmara. Tal poder está conectado a interesses presentes e futuros, financeiros-eleitorais inclusive, e a um arsenal de informações pessoais inimaginável, recente e passado. Não à toa, contou Cunha que Michel Temer foi dos primeiros a telefonar-lhe depois da suspensão de seu mandato, em evidência da definição do vice entre os vários segmentos opostos.
Sob o predomínio dos truques, Cunha e seus aliados não acusariam o Supremo de outra coisa. Na verdade, o Supremo produziu um sofisma jurídico. A suspensão do mandato de Eduardo Cunha sem duração prevista é, na prática, cassação. Se o Conselho de Ética o cassar, e talvez seja difícil fazê-lo, ou se não o cassar. Neste segundo caso, o Supremo não sustará a suspensão: a maioria das acusações estará imutável. Cunha irá suspenso até o fim do seu mandato. E isso, quanto à condição parlamentar, é o mesmo que cassação.
Estamos sendo embalados por truques demais. Políticos, econômicos, judiciais, policiais, por toda parte. O governo que promete um "ministério de notáveis", reformas e fim das crises, é mais um. O de maior alcance e, tudo indica, o mais desastroso.

Aposentados que voltam ao mercado de trabalho podem garantir novo benefício

Fonte:Bahianoticias

por Julia Affonso | Estadão Conteúdo
Aposentados que voltam ao mercado de trabalho podem garantir novo benefício
Foto: Reprodução / Amo Direito
Os aposentados que retornaram ao mercado de trabalho poderão garantir um benefício mais vantajoso em apenas 45 dias. A Justiça Federal, em São Paulo, garantiu a um segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP), o direito de receber uma nova aposentadoria neste novo prazo, pois levou em conta um mecanismo jurídico chamado "tutela de evidência". Antonio Celso Gonçalves, autor da ação, era operador de máquinas de uma cervejaria. Ele reside no município de Jacareí. Ingressou com a ação em 19 de abril de 2016. A decisão judicial saiu no dia 3 de maio. Gonçalves se aposentou em 1º de março de 1997, quando tinha 43 anos de idade. Contava 30 anos, três meses e 15 dias de tempo de contribuição. O valor da aposentadoria era de R$ 2.333,35. O operador continuou trabalhando até setembro de 2008 totalizando 41 anos de contribuição. Hoje tem 61 anos de idade. Atingiu a somatória de 102 pontos entre tempo de contribuição e idade. O advogado Murilo Aith, sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, responsável pela causa, destaca que os 102 pontos são mais do que o necessário para a nova regra de aposentadoria que exige 95 pontos. Mas o Fator Previdenciário, neste caso, será mais vantajoso porque deu 1,0466. Com a desaposentação, ele passará a receber R$ 4.422,51. Ou seja, um aumento de quase 100% em seu benefício. O advogado Murilo Aith explica que a tutela de evidência está prevista no novo Código de Processo Civil, que entrou em vigor em março deste ano. "Trata-se de mais uma vitória para os aposentados. Agora, com esta nova norma, o juiz poderá implantar o novo benefício, mais vantajoso e de forma mais ágil ao aposentado, em razão de existir decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) favorável aos aposentados que voltaram ao mercado de trabalho." Aith, especialista em Direito Previdenciário, destaca que o STJ já considera a desaposentação legal e os aposentados têm direito a troca do benefício, sem qualquer devolução de valores. "Essa decisão da Justiça de São Paulo que concede a desaposentação em 45 dias confirma que os tribunais estão seguindo a decisão do STJ e os aposentados já podem solicitar a troca da aposentadoria sem precisar devolver nenhum valor ao INSS." O advogado também observa que, apesar do julgamento do Supremo Tribuna Federal sobre a troca de aposentadoria que se arrasta desde 2003 não ter uma decisão final, muitos aposentados estão conseguindo reajustar seus benefícios na Justiça Federal. "A orientação é que os aposentados não deixem de buscar seus direitos e continuem ingressando com as ações de desaposentação para que aproveitem o benefício do novo Código de Processo Civil e a decisão que será expedida pelo Supremo Tribunal Federal

ESTALEIRO ENSEADA QUER SE TRANSFORMAR EM POLO INDUSTRIAL E DE LOGÍSTICA

Publicado em Bahiaeconômica

08/05 - 07h45m
 

 

O estaleiro Enseada Indústria Naval quer deixar de ser apenas um estaleiro para se transformar em um polo de novos negócios industriais e de logística. O estaleiro ocupa uma área de 1,6 milhão de m2  em Maragogipe, no Recôncavo da Bahia, onde foram investidos R$ 3 bilhões, mas neste momento está deserta, por conta da crise na indústria naval, especialmente no setor de sondas, provocada pela inadimplência da Sete Brasil, a empresa criada pela Petrobras e envolvida na Operação Lava-Jato. 
Sem deixar sua vocação natural de produção de equipamentos navais – navios, sondas e armazéns flutuantes – o Polo Industrial Enseada, como pretende ser chamado, está preparando para oferecer soluções integradas para os mais diversos segmentos da indústria, como o eólico, automotivo e  da petroquímica baiana.

“A empresa solicitou ao Governo do Estado, através da secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), que ajudasse-a identificar empresas e novos negócios para o Enseada, diversificando a produção alem da indústria naval”, explica Paulo Guimarães, superintendente da SDE.

A planta industrial apresenta vantagens competitivas para operar como hub logístico, cais de atracamento, de padrão internacional, e área alfandegada para receber cargas e projetos especiais.

O Enseada tem capacidade de processar 72 mil toneladas/ano de aço, em regime de dois turnos de trabalho, com parte da mão-de-obra qualificada no Japão pelo estaleiro Kawasaki do Japão .

O empreendimento está com suas obras civis totalmente prontas, está licenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e já possui autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para operar como Terminal de Uso Privado (TUP).

“Temos alguns diferenciais importantes, como a localização estratégica, na foz do Rio Paraguaçu, e a possibilidade de desenvolvimento de projetos industriais de alta complexidade. Temos uma estrutura com alta tecnologia, gestão focada em resultados, produtividade e uma forte política ambiental para estar entre os polos industriais mais eficientes e competitivos do mundo”, aponta o diretor de relações institucionais e sustentabilidade do Enseada, Humberto Rangel.

sábado, 7 de maio de 2016

O impeachment do golpe

Juca Kfouri

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JURISTAS CITADOS POR ANASTASIA REPELEM O RELATÓRIO DO SENADOR AECISTA:


Breve Nota Crítica ao Relatório Anastasia: contra a admissibilidade do processo de impeachment por crime de responsabilidade da Presidente da República
Por Lenio Luiz Streck*, Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira* e Alexandre Gustavo Melo Franco de Moraes Bahia*, em empóriododireito
 
A citação feita no Relatório Anastasia[1] do texto dos comentários ao art. 85 da Constituição da República que escrevemos[2] não considera de modo adequado a integridade do texto, nem do trecho referido. Para nós, o fato do rol do art. 85 ser exemplificativo reforça ainda mais a exigência prevista no parágrafo único do mesmo artigo da Constituição de que a lei especial e regulamentar tipifique e defina os crimes de forma completa, afastando, portanto, “tipos abertos”, bem como a interpretação extensiva ou por analogia – o que não é possível por se tratar de crime. Indicamos, portanto, a leitura do trecho dos Comentários à Constituição do Brasil:
“Para os crimes de responsabilidade valem os dispositivos constitucionais e sua regulamentação através da Lei 1.079/50.” E, logo em seguida, “O rol previsto no art. 85 é meramente exemplificativo, constando sua definição completa naquela citada norma infraconstitucional”, ou seja, a Lei 1.079/50. Este é o último parágrafo do texto dos comentários ao artigo 85, in Comentários à Constituição do Brasil, p. 1287. Depois de ter explicado, portanto, que a Lei 1.079/50 tipifica os crimes.
O Senador Anastasia, assim, nos cita para tirar uma conclusão com a qual não concordamos, pois o fato de o elenco do art. 85 ser exemplificativo não significa que esteja afastada a exigência de previsão legal taxativa dos crimes de responsabilidade, conforme o parágrafo do mesmo artigo.
Como na Carta aberta a Anastasia que foi encaminhada por professores, estudantes e servidores da Faculdade de Direito da UFMG:
2) A CR/88 dispõe em seu art. 85, parágrafo único, que uma lei especial definirá os crimes de responsabilidade e estabelecerá as normas de processo e julgamento do impeachment. Esta lei, como já afirmado pelo STF no julgamento do caso Collor em sucessivos mandados de segurança (MS 21.564, MS 21.623 e MS 21.68) e agora na ADPF 378 é a Lei 1079/50. Entendemos que em consonância com o devido processo constitucional as hipóteses de crime elencadas pela lei do impeachment devem ser atendidas taxativamente, não cabendo, portanto, interpretações extensivas ou analógicas em respeito às garantias do próprio sistema presidencialista, e do ordenamento jurídico como um todo, em que restrições de direitos devem ser interpretadas de forma taxativa.”[3]
Para a Constituição da República, justamente porque o rol é exemplificativo que a lei especial regulamentará tipificando os crimes, por uma questão de segurança jurídica! Ou seja, cabe à lei especial definir por completo. Como diria Gomes Canotilho, estamos diante de uma vinculação expressa do legislador à Constituição. Sabemos, pois, quais são os crimes de responsabilidade e qual o procedimento de impeachment porque a Constituição estabeleceu os parâmetros no art. 85, incisos e parágrafo, e no art. 86 (também art. 51, I, e art. 52, I), e a Lei 1.079/50 os regulamentou, prevendo, taxativamente e definindo de forma completa, os tipos penais.
Não cabe assim interpretação extensiva e analógica dos crimes completamente definidos pela lei especial prevista no parágrafo do art. 85. O preceito fundamental em questão é mesmo o princípio da reserva legal. Somos, pois, daqueles que concordam com Marcelo Neves[4] e Alexandre Morais da Rosa[5] no sentido de que crime de responsabilidade é crime e se submete à reserva legal, em lei específica, no caso, a lei 1.079/50, no que foi recepcionada[6]. O fato de o rol do art. 85 não ser numerus clausus não afasta, muito antes pelo contrário, a exigência constitucional, prevista no parágrafo único do art. 85, de que a lei especial taxativamente o faça. Ou, como dissemos no texto dos Comentários, defina completamente os crimes. Questão mesmo de segurança jurídica, não há como se falar em “tipos abertos”. Ou seja, o Senador Anastasia termina por tirar conclusões com as que jamais concordaremos.
A estratégia do Relatório Anastasia é a de se admitir que não há a tipificação taxativa dos crimes de responsabilidade, mas que isso “não é um problema”, pois que “o tipo seria aberto” e, então, poder-se-ia a ele aderir legislações e capitulações que lhe são estranhas, como a responsabilidade fiscal ou qualquer outra. Ora, se há previsão de hipóteses de “crime de responsabilidade” e “crime comum” de Presidente da República, a serem apreciados em processos diferentes, é justamente porque há crimes, ainda que diferentes.
Cabe lembrar, ademais, que, embora estejamos numa República democrática em que, com certeza, o Presidente é responsável, o sistema de governo constitucionalmente adotado é o presidencialismo e não o parlamentarismo. Logo, no Brasil, o Presidente da República só pode ser impedido quando estiver configurado crime, segundo a Constituição e nos estritos termos da legislação a que a própria Constituição se refere.
Nesse sentido, cabe dizer que é perceptível desde o início qual seria a estratégia do relatório. A estratégia de pretender descaracterizar o caráter de crime do crime de responsabilidade para defender a possibilidade de afastar a exigência jurídica de taxatividade dos crimes previstos em lei especial, abrindo espaço para a interpretação extensiva e por analogia, defender uma responsabilidade objetiva, sem dolo, e por atos que a Presidente não cometeu, como bem mostrou Alexandre Morais da Rosa[7], mesmo no caso das chamadas “pedaladas fiscais” (sic) referentes ao Plano Safra, fato atípico posto que não há de se confundir o atraso no repasse dos valores referentes a subvenções sociais com operações de crédito e onde sequer há atos cometidos pela Presidente da República, como bem mostrou, mais uma vez, Ricardo Lodi[8].
O que se faz, ao fim e ao cabo, revela, justamente o que nós, e os demais autores aqui citados, temos dito desde o início: trata-se de uma flagrante inconstitucionalidade que sacrifica o caráter jurídico-político, portanto, constitucional, do instituto do impeachment para reduzi-lo apenas à vontade de uma maioria tardiamente formada.
*Alexandre Gustavo Melo Franco Bahia é Doutor e Mestre em Direito pela UFMG, Professor da UFOP e da IBMEC.
*Lenio Luiz Streck é Professor da Unisinos e Unesa, Doutor e Pós-Doutor em Direito, Ex-Procurador de Justiça e Advogado..
*Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira é Doutor em Direito e Professor associado da Faculdade de Direito da UFMG.
NOTA DO BLOG: Também o insuspeito ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa repeliu a citação de Anastasia a um jurista americano, como informa o jornal “O Globo”:
“Barbosa fez referência a Alexander Hamilton, um dos responsáveis pela obra “O Federalista”, com argumentos para ratificar a Constituição dos Estados Unidos (de 1787), e também citado por Anastasia no relatório.
De acordo com o ex-ministro, Hamilton tinha um temor em relação ao processo de impeachment: ‘o demônio da parcialidade’. Barbosa criticou ainda o nível das discussões no Senado que, segundo ele, servem para ‘esconder do grande público questões fundamentais'”.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

E.C.Bahia visto com a razão



O futebol pode não ter lógica: entretanto o raciocínio lógico leva a parecer diferenciados e não conclusivos que impedem a certeza matemática do que vai ocorrer em campo.
No futebol uma soma de ações levam um time a resultados por vezes não cogitados, cujas razões são representadas por empenho, vontade, atitude, responsabilidade, compromisso , superação, capacidade física e técnica, destemor e união dentro das quatro linhas , no banco e nas dependências públicas do estádio (arquibancadas ,camarotes, etc)
Sou torcedor do Bahia faz muito tempo (em 1962 recebia pago e quitado Titulo Patrimonial do clube) e sem receios a ainda com esperanças espero que o time concorra e dispute com o adversário visando o triunfo, embora no momento o Vitoria seja o favorito.
Independente do resultado o Bahia precisa com urgência de muitos reforços e para tanto os mercados do norte, nordeste, da Bahia e do interior de São Paulo devem ser analisados, estudados e pesquisados,além de países da América do Sul(Uruguai,Chile,Argentina,Paraguai).
O Bahia não pode e nem deve continuar errando em suas contratações, pelo que questiono como a seguir:
Quantos jogadores inseridos nas contratações aprovaram?
Quantos das divisões de base do clube estão aptos a titularidade do clube?
Quantos jogadores precisamos para que o clube seja bem sucedido no Brasileiro da série "B"?
Cinco,seis,sete?
Fato é que o banco de reservas do Bahia não é um banco é uma casa bancária e na terminologia financeira possui poucos recursos.
E por isso nem sempre o técnico é o único culpado, sem material humano adequado a lei física tende sempre a valer, a força menor cede sempre a força maior e o resultado é sempre consequência.
Quem vai cair depois do jogo de domingo? A resposta está chegando, assim como o inicio do Brasileiro da série B.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Noticia Importante – Atenção trabalhadores


 
O Salário Mínimo de 2002 a 2016 teve um crescimento de 77% acima da inflação do período, beneficiando 48,3 milhões de pessoas (de R$496,00 para R$880,00) e está previsto para 2017 seu reajuste para R$946,00.
E como ficará a politica do Salário Mínimo nos anos seguintes?
Durante esse período os aposentados e pensionistas que percebem beneficio superior ao Salário Mínimo tiveram enormes prejuízos, pois os reajustes foram em percentual bem menor.

E a Desaposentação como fica?

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Esporte Clube Bahia afasta a torcida dos jogos.




A torcida do Bahia tem protestado contra a demora nas ações que permitam a confiabilidade em um elenco de capacidade técnica e física que leve o clube ao sucesso na série “B” e  sua classificação automática para a 1ª divisão do futebol brasileiro,

O Bahia é um time sem plano tático, sem variações de jogadas, sem garra e desprovido de capacidade técnica para levar tranquilidade à torcida e até a sua própria diretoria.

O Bahia fez 12 contratações que já jogaram ou estão em disponibilidade para seu técnico escalar, as quais dou a seguir:

Tinga – Lucas Fonseca – Moisés – João Paulo Gomes – Danilo Pires – Paulo Roberto – Juninho, Luizinho – Edigar Junio – Thiago Ribeiro – Henrique – Hernane.

Dados a inúmeros questionamentos cabem algumas perguntas à diretoria:

A diretoria e a gerência de futebol quando contratou fez pesquisas nos mercados do norte e nordeste, interior de São Paulo, nos próprios times que disputaram a série “B” em 2015 e até em equipes do campeonato baiano?

Acredito que não.

Quais os jogadores já contratados que deram respostas positivas pelo seu desempenho em campo?

Dos contratados salvo até o momento Juninho(veio do Macaé) – Edigar Junio e Hernane e com atuações com alternâncias Luizinho, Danilo Pires e os demais não justificaram ainda o esforço da direção do clube em suas contratações.

E os demais? Bem a principio Lucas Fonseca e Thiago Ribeiro completamente fora de forma e indicando que precisamos realizar novas contratações.

Em verdade afora o anúncio do acerto com Cajá, o Bahia necessita de no mínimo mais seis jogadores; laterais, zagueiros, meio campista e atacantes.

domingo, 1 de maio de 2016

Vitoria 2 X Bahia 0

Em partida em que o Vitoria foi superior ao Bahia e mereceu o resultado final, o Barradão não lotou talvez em decorrência dos preços dos ingressos e o favoritismo do Vitoria
O Bahia continua carecendo de no mínimo seis jogadores de boa capacidade técnica e física, o time não apresenta nenhum plano tático  e variações de jogadas e perdeu o jogo desta tarde em razão do Vitoria ter melhores jogadores e ter ganho o meio de campo.
No Bahia hoje salvo as atuações de Marcelo Lomba, Eder, Feijão e só, Estiveram em plano muito inferior a esses Lucas Fonseca, Tinga, Moisés, Hernane e  Thiago Ribeiro que em minha opinião só tem nome; jogaram de forma regular Danilo Pires, Juninho e Edigar Junior que estiveram muito aquém do que podem produzir e os que entraram em substituição como Luizinho, Gustavo Blanco e Henrique nada puderam apresentar dado a postura do Vitoria em campo.
Os piores jogadores em campo foram Thiago Ribeiro, Lucas Fonseca e Tinga.
Volto a opinar que Hayner é bem melhor do que Tinga, Lucas Fonseca está completamente fora de forma e os laterais em um Deus nos acuda,
Sei que futebol não tem lógica, mas o raciocínio lógico mostra que o Vitoria está com a Taça na mão, pois é bem difícil o Bahia ganhar com dois gols de diferença.
O Bahia precisa de laterais, zagueiros e atacantes senão adeus corina no Campeonato brasileiro da série "B" e Copa do Brasil.
A diretoria do Bahia pode está fazendo na área administrativa uma boa ou até excelente administração, mas na área do futebol não contratou de forma correta além de tardar nas resoluções.
Perdeu o Nordestão e como vai não será o vencedor do campeonato baiano.

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