sexta-feira, 2 de dezembro de 2016


Política brasileira entra em fase de paranoia, diz NYT

1 / 28

Descrição: Exame.comDescrição: Exame.com


valeriabretas1 hora atrás

 

Descrição: size_960_16_9_michel-temer.jpg

 

© image/jpeg size_960_16_9_michel-temer.jpg

A denúncia de tráfico de influência feita pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero (PSDB-RJ), que foi determinante para o pedido de demissão do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ganhou destaque no jornal americano The New York Times.

Em reportagem publicada nesta sexta-feira (2), o jornal descreve que mesmo após o impeachment da primeira mulher presidente do país, o Brasil está longe de resolver a sua guerra política. Segundo o NYT, os brasileiros entram em uma nova fase tumultuada: paranoia.

“Com o avanço da tecnologia chegando ao ponto de alguém gravar secretamente uma conversa no escritório com um smartphone, os nervos estão se desgastando sobre essas traições no ambiente político cada vez mais paranoico do Brasil”, diz o texto.

Além disso, o jornal americano ressalta que, mesmo com a mudança na administração federal, as gravações vazadas de alguns ministros de Michel Temer têm ampliado o nervosismo das figuras políticas em frente às investigações de corrupção.

“O Sr. Temer está enfrentando agora a crise mais aguda de sua curta presidência, mas são poucos os que enxergam algum risco iminente de sua queda”, afirma a publicação.

Ainda assim, citando o conceito atribuído a Nicolau Maquiavel, de que os fins justificam os meios, o NYT diz que “em cada grande virada na crise política do Brasil ao longo do último ano, as gravações são táticas reveladoras que faria Maquiavel orgulhoso”.

STF culpa Procuradoria por demora no julgamento dos políticos e autoridades

Josias de Souza

02/12/2016 04:41

 

Descrição: http://imguol.com/blogs/58/files/2016/12/STFAGU.jpg

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, encomendou um estudo que irá mapear a movimentação dos processos desde a fase de investigação até o julgamento. Será um “fluxograma”, na definição da ministra. O objetivo é demonstrar que o Supremo não é o principal responsável pela lentidão no julgamento de políticos e autoridades detentoras do chamado foro privilegiado. Nessa versão, a culpa é da Procuradoria-Geral da República e, subsidiariamente, da Polícia Federal.

Durante o julgamento que resultou na conversão de Renan Calheiros em réu, Cármen Lúcia reconheceu que o caso chama a atenção pela demora. Foram nove anos entre o início da investigação e a apreciação da denúncia. Houve prescrição de parte dos crimes. A ministra fez as contas. Disse que os fatos que encrencaram Renan ocorreram entre 2004 e 2007. “O caso ficou na Procuradoria-Geral da República de 2007 até 2013, quando chegou ao Supremo”, disse, isentando o Supremo de responsabilidade pela prescrição.

“O fluxograma servirá para que a sociedade entenda que o papel do Judiciário tem, sim, que ser mais rápido e célere. Todos nós estamos de acordo quanto a isso. Mas há uma dependência de órgãos e externos, […] que faz com que nós não possamos atuar.”

No caso que envolve Renan, fez questão de esclarecer Cármen Lúcia, “estamos agora em fase de recebimento da denúncia.” Abriu-se uma ação penal que vai durar mais alguns anos. “No Ministério Público, até chegar aqui e apresentar o inquérito foram seis anos. E aqui, entre a chegada dos documentos e este julgamento, foram 3 anos, aproximadamente, com um aditamento da denúncia.”

Hoje, o ministro que tem mais inquéritos sob sua responsabilidade é Teori Zavascki. Relator dos processos da Lava Jato, ele declarou: “Eu tenho no meu gabinete exatamente 100 inquéritos. Desses, 95 inquéritos (95%) não estão no meu gabinete. Estão na Procuradoria ou na Polícia Federal, para diligências. Tenho cinco processos no gabinete, que estão de passagem para alguma diligência. No meu gabinete, os processos não ficam parados. Tenho dois processos para examinar o recebimento da denúncia.”

Teori acrescentou: “Vejo que se critica muito a demora [do Supremo] em função de ser o foro privilegiado. Não sou defensor do foro privilegiado da forma como está hoje. Agora, não se pode culpar o Supremo Tribunal Federal pela demora na investigação.”

Nas palavras de Teori, “quem realmente investiga é a Polícia Federal e o Ministério Público.” Assim, “a maior parte do tempo, esses inquéritos permanecem junto às autoridades que fazem a investigação. O Supremo é juiz, não é para investigar. Não é ele que busca a prova. O Supremo julga. Eventualmente, o Supremo defere ou indefere algumas diligências que envolvem reserva de jurisdição. Como é o caso de busca e apreensão e etc.”

Deve-se o incômodo dos magistrados do Supremo à comparação que se faz, no âmbito da Lava Jato, entre o desempenho do juiz Sergio Moro, que toca a operação na primeira instância, e a Suprema Corte, onde são processados os políticos com mandato e autoridades como ministros de Estado.

Sabe-se que a analogia não é perfeita. Juízes como Sergio Moro julgam sozinhos —monocraticamente, como se diz. E os ministros do Supremo tomam decisões colegiadas. O processo decisório é mais complexo. Mas é impossível ignorar os dados.

Em dois anos e meio de Operação Lava Jato, Moro já proferiu 118 condenações. Juntas, somam 1.256 anos, 6 meses e 1 dia de prisão. No Supremo não há vestígio de sentença condenatória. A comparação é mesmo constrangedora.

Renan responde a 12 processos no Supremo, oito dos quais relacionados à Lava Jato. Este caso em que o senador virou réu nada tem a ver com a operação de Curitiba. Refere-se a um escândalo bem anterior —aquele em que Renan foi acusado de receber propinas da empreiteira Mendes Júnior, para pagar pensão à filha que teve num relacionamento extraconjugal com a jornalista Monica Veloso.

O ministro Ricardo Lewasndowski foi o primeiro relator do processo contra Renan, hoje tocado pelo colega Edson Fachin. Munido de dados colecionados por sua assessoria, Lewandowski atrasou o relógio. “Somente na Procuradoria-Geral da República, entre manifestações e intimações, o processo ficou um total de 1.235 dias. Ou seja: 3 anos, 4 meses, 2 semanas e 6 dias.”

Lewandowski prosseguiu: “No Instituto Nacional de Criminalística, para realização de perícias, foram 120 dias —ou 4 meses. Depois, eu dei uma decisão monocrática, em que procurei separar o joio do trigo, dizendo que eu refutava determinadas imputações, aceitava outras. […] Houve insurgência contra a minha decisão, mediante um agravo regimental. Que aguardou a inclusão em pauta por exatos 210 dias. Depois de 7 meses, esse agravo regimental foi improvido.”

Um pouco mais de Lewandowski: “Depois, o processo foi à sessão de composição e controle de acórdãos, onde ficou por 63 dias Ou 2 meses e 3 dias. Na Secretaria Judiciária —órgão que é o órgão que movimenta o processo para cumprimento de despachos e decisões—, o processo transitou durante 547 dias, o que dá um ano, 6 meses e 2 dias.''

Lewandowski passou a régua: “Fora do tribunal, o processo ficou 2.175 dias, ou seja, 5 anos, 11 meses e 20 dias. No meu gabinete, ficou apenas 697 dias (um ano e oito meses). Sendo 11 meses quando eu já estava na presidência, aguardando a nomeação do novo relator do processo, que tardou.''



  • Veja convidados de UOL Opinião

    Política



     



     


    Descrição: clóvis rossi

    É repórter especial. Ganhou prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Escreve às quintas e aos domingos.

    Crise enorme, governo nanico

    01/12/2016 02h00

     

    Campanha presidencial de 1989: o candidato Luiz Inácio Lula da Silva fica retido em Londrina, porque dependia de voos regulares. Não havia ainda se metido na promiscuidade com empreiteiras, hoje escancaradas, que lhe permitiriam o uso de jatinhos particulares.

    Já Fernando Collor de Mello rasgava o país de norte a sul, sem trégua e sem sustos.

    Cansado da espera em Londrina, José Carlos Espinoza, uma espécie de segurança de Lula, sobrenome e alma de filósofo, desabafou:

    "Quer saber, Lula? Se tudo der certo, se nada sair errado, se tudo for perfeitamente bem, nós estamos é ferrados". (Ferrados não foi bem a palavra que ele usou, mas é a que cabe aqui).

    É razoável supor que 11 de cada 10 analistas de Brasil, se forem sinceros como Espinoza, diriam o mesmo sobre o país nestes tempos em que desgraça pouca é bobagem.

    Em um dia, cai um avião que mata a esperança de uma equipe de tão competente gestão que lhe permitiu chegar às portas do paraíso.

    No seguinte, sai o número do retrocesso da economia que demonstra o quanto gestões incompetentes remeteram o Brasil ao inferno.

    Com a devida linguagem formal, o Iedi (Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial) de certa forma repete Espinoza ao tratar do emprego/desemprego, que é o reflexo do abstrato PIB na vida real:

    "O quadro do emprego terminará 2016 muito provavelmente sem indícios de melhora, a contar pelos dados divulgados pelo IBGE [12 milhões de desempregados]. A redução da taxa de desemprego deve ficar para a segunda metade de 2017, ainda assim com dose de otimismo".

    Vista de fora, a situação do Brasil cabe na análise de Espinoza: "O governo de Michel Temer no Brasil está condenado a viver contra as cordas e no fio da navalha até que abandone o Planalto em 1º de janeiro de 2019" (Rogelio Núñez, em Infolatam).

    Do meu ponto de vista, o problema mais grave é que o governo Temer é nanico demais para o tamanho da crise, inédita na República.

    Basta lembrar que, com mais de 30 anos de vida pública, Temer jamais teve dimensão política suficiente para ser lembrado como candidato nem sequer a prefeito, quanto mais para governador e, menos ainda, presidente da República.

    Seu limite de competência é o PMDB, partido que não tem candidato à Presidência desde 1994. São 22 anos sem a necessidade de pensar o país mesmo que fosse apenas para elaborar programas de fantasia que os partidos em geral encomendam à meia dúzia de técnicos e acadêmicos e não são nem mesmo lidos, passada a eleição.

    Ainda por cima, Temer delegou a sorte do governo a Henrique Meirelles, que não é um formulador. No máximo, bom gerente, ao menos para quem gosta do pensamento único que manda equilibrar as contas públicas como pomada maravilha que cura todos os males da pátria.

    A crise demanda mais do que um gerente, mas não está à vista nenhum estadista, mesmo na improvável hipótese de nova eleição, já ou em 2018.

    A filosofada de Espinoza continua valendo.

    Economia – Política e Opinião




    -Produção industrial cai 1,1% em outubro, pior resultado em 3 anos e no ano, recuo é de 7,7%.
    -Queda em venda de medicamentos genéricos preocupa indústria.
    -Inadimplência sobe , inflação está aí ,desemprego aumenta, comércio reduz suas vendas.
    -Rumo à Europa – Crise econômica brasileira inverte fluxo migratório para Portugal.
    - Gestão Meirelles na Fazenda volta a ser alvo de críticas após recuo do PIB.
    -Empresários que apoiaram Temer atacam juros e até pedem impostos.
    - Presidente do Senado vira réu
    -Presidente da OAB defende afastamento de Renan.
    -Editorial – Repulsa e exaltação : Confronto entre políticos e autoridades da Lava Jato, adquire variações de desequilíbrio. – Cabe questionamento: qual a real influência na economia?
     
    Fonte UOL/MSN/ e outros.

    BAHIA TERÁ MAIS DE R$ 500 MILHÕES PARA OBRAS DE SANEAMENTO



     
    Em agenda em Brasília, esta semana, o vice-governador João Leão, acompanhado do secretário estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs), Cássio Peixoto, representando o governador Rui Costa, obteve a garantia de liberação de R$ 504.019.771,70 para obras de saneamento, que beneficiarão os municípios de Salvador, Feira de Santana (centro norte), Camaçari (RMS), Ilheú (sul)s, Paulo Afonso (Vale do São Francisco), Angical, Cristópolis e Cotegipe (extremo oeste).

    De acordo com Peixoto, os resultados foram bastante positivos, por trata-se de intervenções que estavam paradas em decorrência de impasses com os agentes financiadores. “Numa reunião, por exemplo, com o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Ochhi, conseguimos chegar num consenso e destravar recursos da ordem de R$ 497.044.771,36, após sanarmos um conflito de garantias”.

    O secretário enfatiza que o resultado tirará do papel a ampliação do sistema produtor/adutor de água de Feira de Santana, e também a reversão da barragem de Santa Helena para o reservatório do Rio Joanes, implantação do Centro de Reservação do Tomba e aquisição de hidrômetros. Na lista constam ainda as obras de sistemas de esgotamento sanitários em Ilheús e Paulo Afonso. No Ministério da Integração Nacional houve a autorização para conclusão das obras de abastecimento de água dos municípios de Angical, Cristópolis e Cotegipe, de responsabilidade da Companhia de Engenharia Hidrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), autarquia vinculada à Sihs, que somam R$ 6, 9 milhões.

    “Em suma, com isso, vamos tirar do papel intervenções de grande importância e, consequentemente, mudar a realidade de milhões de baianos que há muito sonham em ter água em suas torneiras”, disse Peixoto, destacando que a intervenção do governador, na figura do vice-governador, João Leão foi de grande valia. O vice-governador reforçou que a missão prioritária do Governo do Estado é universalizar água e saneamento, “e essa tarefa, mesmo a todos os desafios, a exemplo da crise econômica, vem sendo cumprida, com números cada vez mais elevados”.
    Fonte:bahiaeconomica

    quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

    Manchetes e noticias 01.12.16





    Baderna institucional toma conta do país, diz ex-presidente do STF. Joaquim Barbosa

    Para o ex-ministro, o que ocorreu na Câmara é um “desdobramento do controvertido processo de impeachment, cujas motivações reais eram espúrias”. Barbosa ainda afirmou que, no entendimento dos políticos, a lógica para aprovação da emenda que prevê punição aos juízes era: “se eu posso derrubar um chefe de Estado, por que não posso intimidar e encurralar juízes

    Promessa não cumprida

    -PSDB articulou urgência de pacote anticorrupção, mas não voto

    -Para Joaquim Barbosa, governo Temer corre risco de não chegar ao fim.

    -Governistas barram convocação de Padilha e AGU sobre caso Geddel.

    Assunto será julgado pelo STF

    Temer age para que políticos fiquem com rádios e TVS.

    - Iniciativa tomada pela AGU pode favorecer 40 parlamentares.

     



    Descrição: fernando canzian

    É repórter especial da Folha. Foi secretário de Redação, editor de política, do "Painel" e correspondente da Folha em NY e Washington. Vencedor de quatro prêmios Esso.
    .

    Temer ganha nova chance de continuar errando

    Alan Marques - 24.nov.2016/Folhapress
    Descrição: O presidente Michel Temer em cerimônia no Planalto
    O presidente Michel Temer em cerimônia no Planalto

    01/12/2016 12h00

     

    A realidade paralela dos políticos em Brasília desfigurou em uma ação de quase gangsterismo, em plena calada da noite, o pacote de dez medidas contra a corrupção.

    A reação contra o Congresso foram panelaços e buzinaços em várias cidades, e há manifestação marcada para domingo (4) em São Paulo em apoio ao time que comanda a Lava Jato.

    Identificado com políticos pegos na rede de corrupção, é Temer quem queima rapidamente seu capital.

    Já há quem diga que ele não chega a 2018, sentimento que deve retardar a recuperação econômica e minar ainda mais seu mandato.

    Para um governo não eleito, Temer vem cometendo erros em série.

    Na economia, os maiores foram não reforçar sempre que herdou uma crise horrível e não explicar abertamente à população as medidas que estão sendo tomadas.

    Na política, perdeu seis ministros relutando em demiti-los como se fossem "fatozinhos", o que também consumiu capital político. E ao desprezar com ironia desnecessária pequenas manifestações que passariam despercebidas não fossem seus comentários.

    Temer talvez tenha agora como divisor de águas a ameaça dos membros da Lava Jato de abandonarem a força-tarefa caso ele não vete a criminalização do "abuso de autoridade" contra magistrados e procuradores.

    Assim como prometeu vetar a anistia ao caixa dois, o presidente ganha a chance de esvaziar as ruas e de retomar algum fôlego ao defender a equipe da Lava Jato, o único elemento integrador e com forte apoio popular hoje.
    Ou pode de fato contribuir para “estancar a sangria” da Lava Jato e continuar errando, provocando mais as ruas.como já estamos acostumados.

    Presidente pedia liminar no Supremo

    -STF nega pedido de Temer e mantém ações contra concessões de políticos.

    Base Parlamentar

    -PSDB vê março como limite para Temer mostrar resultados.

    Presidente do Senado Renan Calheiros é acusado de Peculato.

    -Maioria no STF vota a favor de Renan virar réu por desvio de verba pública.

    Executivos podem assinar de lações.

    -Odebrecht assina acordo de leniência com Lava Jato.

    -Empresa pagará R$6,7 bi;

    -Acordo garante contratos públicos mantidos.

    A vontade do povo não está sendo respeitada..


    Investigações funcionando e punição para políticos independente de cor partidária. Bom sinal os paneleiros voltaram.

    Senado rejeita manobra de Renan para votar lei anticorrupção

    Descrição: Exame.com


    Marceloribeirosilva 12 horas atrás

     



     



     

    Brasília/São Paulo – Com 44 votos, o Senado rejeitou nesta quarta-feira manobra regimental para votar o texto que desfigurou o pacote anticorrupção em regime de urgência.

    O documento foi assinado por líderes do PMDB, PTC e PSD da Casa com a benção do presidente do Senado, Renan Calheiros. Objetivo era votar o texto aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada de hoje sem análise de comissões especiais.

    A medida foi tomada horas depois que os procuradores da Lava Jato ameaçaram renunciar às investigações caso o trecho que versa sobre abuso de autoridade fosse sancionado pela Presidência.

    Eles se referem à emenda apresentada pelo líder do PDT na Câmara, Weverton Rocha, ao projeto de lei com medidas contra a corrupção. Segundo o texto, juízes e membros do Ministério Público podem responder por crimes de abuso de autoridade, caso atuem segundo motivação político-partidária ou concedam entrevistas sobre processos pendentes de julgamento.

    Mais cedo, Renan disse que o trâmite do projeto de lei seria normal, mas mudou de ideia após coletiva da Lava Jato. Vale lembrar que o presidente do Senado é um dos investigados da operação. 

    Durante a sessão, vários senadores protestaram contra a medida. Os senadores Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Cristovam Buarque (PPS-DF) chegaram a acusar presidente da Casa de cometer  abuso de autoridade ao impor a proposta. A decisão foi comemorada pelos senadores. Veja o momento em que Renan anunciou a derrota da proposta:

    O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirmou que a decisão de hoje não significa que o Senado irá rejeitar o texto aprovado na Câmara no futuro. Segundo ele, a rejeição à manobra significa apenas que o Senado não aceitou a quebra de um rito. “Uma simples Medida Provisória não é votada se não chegar com a antecedência de três sessões, imagine uma matéria da importância dessa, onde mais de 2 milhões de brasileiros assinaram, vai ser votada às 4h da manhã e ser votada às 4h da tarde?”, disse.

    Já o senador Ricardo Ferraço afirma que acredita que erros da Câmara não passarão no Senado. “Derrotamos essa proposta não apenas na urgência como creio eu que aqui no Senado estaremos corrigindo toda deformação praticada na Câmara dos  Deputados até porque subtrai a alma e o espírito das 10 medidas contra a corrupção”, disse para jornalistas.

    Para jornalistas, o presidente do Senado negou que tenha feito uma retaliação aos procuradores da Lava Jato.

     


     



     

    Nenhum senador do PSDB votou a favor da manobra para acelerar a votação do pacote anticorrupção no Senado. O resultado da votação, entretanto, disfarça os acordos costurados ao longo da tarde dessa quarta-feira, 30. Interlocutores que participaram das reuniões garantem: Aécio Neves (MG) foi o primeiro a articular a urgência da votação e o PSDB prometeu votos no requerimento, mas não cumpriu.
     

    Presidente do PSDB, Aécio trabalhou ao longo da tarde para costurar o acordo, que foi fechado com lideranças do PMDB, PT, PSD, PP e PTC. O tucano foi o principal articulador do pedido de urgência, afirmam fontes. Se fosse aprovado o requerimento, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que é relator do abuso de autoridade, assumiria também o pacote anticorrupção para apresentar parecer favorável a todas as modificações feitas na Câmara. De acordo com o Ministério Público, o projeto foi desvirtuado pelos deputados.


    Na noite desta quarta-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), conduziu a manobra. O peemedebista, que não costuma perder votações e, quando observa clima desfavorável, prefere suspendê-las, acabou derrotado por 44 votos a 14.


    À primeira vista, Renan pareceu sozinho em sua articulação. Mas, na realidade, líderes que participaram do acordo acabaram desistindo diante da reação do plenário. Renan insistiu na votação porque confiou no acordo firmado mais cedo. Senadores que estiveram no jantar natalino na casa de Eunício Oliveira (PMDB-CE) após a votação relataram que houve constrangimento entre aqueles que prometeram o voto, mas não entregaram.

    Fonte:bahiaeconomica