quinta-feira, 14 de maio de 2015

Prevista para 2015, Fiol conclui em 2017; Porto Sul passa de 2017 para 2019

 

Prevista para 2015, Fiol conclui em 2017; Porto Sul passa de 2017 para 2019
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA
O secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, garantiu nesta quarta-feira (13), durante audiência pública na Comissão Especial da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e Porto Sul, a conclusão das duas obras tema do colegiado, mas em prazo superior ao estimado inicialmente. “Temos certeza que as obras da Fiol serão concluídas em 2017 e as do Porto Sul em 2019”, disse o titular da Casa Civil. Com conclusão prevista para 2015 e funcionamento esperado já em 2016, a ferrovia – que funcionará como via de acesso ao porto – só terá, segundo o secretário, as obras terminadas dois anos depois do prazo. A mesma diferença existirá em relação ao Porto Sul, que só deve ficar pronto, de acordo com Dauster, em 2019. Em entrevista ao site Bahia Econômica concedida em março deste ano, publicada no site da Casa Civil, ele afirmara que se as obras do Porto Sul encerrassem  em 2018, a data já seria “longínqua”. “Não, em verdade o que nós estamos discutindo com a Bamin é que o ano de 2018 nos parece uma data um pouco longínqua e que seria importante acelerar os processos construtivos, acelerando técnicas que permitissem reduzir prazos, para que no máximo em 2017, nós já tivéssemos operações portuárias no Porto-Sul”, afirmou o secretário à época

Foto: Divulgação/GOVBA
Durante a audiência pública, Dauster apontou que, apesar do novo prazo, o esforço será para conseguir iniciar as obras ainda em 2015 e concluir em 2018. Após a liberação da licença de instalação ocorrer em dezembro de 2014, a licença de supressão vegetal está prevista para ser liberada dentro de 60 dias. O secretário informou ainda, durante a reunião, que o Estado encomendou um estudo para uma nova tecnologia de quebra-mar, produzido com caixões pré-moldados, já utilizado por diversos países, que reduzirá pela metade o tempo de implantação e diminuirá o custo da obra de R$ 3 bilhões para R$ 1,4 bilhão. Dauster afirmou ainda que a Bahia Mineração continuará responsável pelas obras do porto, e que a empresa está comprometida em cumprir as cláusulas do contrato. Em relação a Fiol, o chefe da Casa Civil foi questionado sobre a mudança de traçado da ferrovia, que passará a fazer a conexão final com a ferrovia Norte-Sul em Campinorte, em Goiás, em vez de Figueropólis, no Tocantins, e afirmou que a alteração se dá para aumentar a atração econômica e transformar a região Nordeste em um dos maiores pólos de exportação do país, o que aumentaria a viabilidade do Porto Sul. Sobre os atrasos nos pagamentos dos funcionários da Valec, estatal que executa as obras, foi informado que a situação já foi regularizada até o mês de março, “faltando verificar os resultados das atividades do mês de abril para a realização dos pagamentos”.  Fonte: Bahianoticias 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Ilhéus :Obras prometidas, algumas iniciadas, outras discutidas ou perdidas no imenso oceano da burocracia governamental...



PARTE 2

Ponte Estaiada do Centro de Ilhéus ao Pontal.

Muito antes de uma resolução sobre o assunto, quando alguns políticos do município queriam a duplicação da Lomanto Junior apresentando soluções equivocadas para os gargalos resultantes da obra, eu sugeria uma Ponte Estaiada nas imediações do projeto atual.

Vou focar de forma resumida sobre o assunto.

Custo R$165 milhões destinados à construção da Ponte e do sistema viário em cada lado.

É evidente que esse recurso é insuficiente após a perda de tanto tempo para sua consumação.

Os recursos para Desapropriação terá verba própria estabelecida em Lei especifica.

Próximo ao Cristo, muitas placas com elementos informativos sobre a obra, o financiamento, a construtora e um bem organizado canteiro de visual bem atrativo e bonito.

E a obra? Essa Ponte sofreu atrasos por razões diversas. Desculpas, explicações que não justificam e a obra totalmente desativada.

A Construtora, empresa responsável pelas obras tem condições de retornar e desenvolver as duas frentes de trabalho, uma de cada lado da cabeceira da Ponte?

Aa perguntas são:

a)     A Ponte será construída em observância ao projeto publicamente anunciado?

b)    Qual o custo estimado hoje?

c)     Qual o órgão proverá os recursos necessários para sua concretização?

d)    Será uma Ponte eleitoreira, que voltará a ser badalada na mídia visando 2016?

Duplicação da BR 415 (Rodovia de Ilhéus a Itabuna)

Vai realmente acontecer?

Anseio antigo da região inicialmente imaginada como alargamento da estrada existente, isso desde 1974. Esse projeto se tornou inviável devido às aglomerações urbanas como o Banco da Vitoria e Salobrinho e as instituições como a UESC e IFBA, que estão as suas margens.

O projeto mais recente é de 2002 com 18 km de extensão à margem direita do rio Cachoeira, seguindo seu curso (se fosse regular), ou seja, no sentido de Itabuna para Ilhéus, com a construção de quatro pontes ligando as duas margens. Dados pesquisados dão conta que a verba garantida pelo PAC 2 estimava em R$150 milhões o seu custo, que certamente sofrerá um grande acréscimo.

Vou questionar com o endereço a respostas de quem pode informar ao maior interessado o povo habitante da região.

A)Como está atualmente o projeto, levando em conta as alterações solicitadas pelo INEMA?

Esse projeto vai sair do papel?

Qual o prazo para consumação da obra?

Qual o montante necessário para fazer a obra incluindo as ligações (dois semianel, um para a zona norte e outro para zona sul de Ilhéus atendendo as necessidades do fluxo de veículos de todos os tamanhos?

 Não esquecendo Itabuna que precisa de semianel viário ao sudeste da sede do município? E a nova via ,fora da zona urbana, que vai até a 101, e também a duplicação da 415 até Ferradas

Diante da atual crise o governo federal vai liberar os recursos?

Gente, levando em conta que os anseios transformados em projeto em 1974, sofreram alterações, modificações, ganhou uma logística diferente e tudo isso já tem 41 anos. resta uma pergunta:

Esse projeto vai sair do papel? Da prancheta ou dos anseios e sonhos?

 

 

 

Linha de equipamentos para energia eólica é inaugurada em Simões Filho

 


A Bahia, mais uma vez, ganhou destaque no setor da energia eólica no Brasil. Na manhã desta quarta-feira (13), foi inaugurada uma linha de produção de nacelles, no município de Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador (RMS). O equipamento, que antes era importado da Espanha, é popularmente conhecido como a casca de armazenamento do aerogerador, e em território brasileiro passa a ser produzido apenas em solo baiano.

Para o governador Rui Costa, que participou da cerimônia, na sede da empresa Acciona Windpower, no bairro CIA Sul, a Bahia dá mais um passo para a consolidação da cadeia produtiva de energia eólica. "Agora, vamos produzir equipamentos importantes para o desenvolvimento do Brasil e, com certeza, na cadeia produtiva da Bahia. A energia eólica é uma das prioridades do governo. Hoje, o setor ganha projeção nacional e internacional pela contribuição na economia, na produção de emprego e renda".

Na Acciona, que opera na Bahia desde 2012, já era fabricado o cubo eólico - peça responsável pela fixação das palas (hélices) e pelo equilíbrio da captação de ventos, e as torres de concreto. Com a ampliação do ciclo de produção, mais de 650 empregos foram criados de forma direta e indireta.

A Bahia ocupa a liderança na cadeia produtiva de energia eólica, com potencial de geração de 195 mil megawatts, o dobro da capacidade instalada no Brasil. A expectativa para 2015 é que o estado supere a marca de 1 gigawatt em operação, o que, segundo técnicos do setor, representa na prática fornecimento de energia para mais de 500 estádios do porte
da Arena Fonte Nova.
Fonte:AGECOM

terça-feira, 12 de maio de 2015

Ilhéus :Obras prometidas,algumas iniciadas,outras discutidas ou perdidas no imenso oceano da burocracia governamental...


Vou tratar de forma rápida e abreviada sobre as promessas (algumas em praça pública desde o governo Lula) e para melhor orientação dou a seguir os assuntos que serão tratados:

01 - Aeroporto de Ilhéus (Novo)

02 - Duplicação da Rodovia Ilhéus a Itabuna

03- Ferrovia Oeste / Leste "Fiol"

04 - HGLVF (ampliação e requalificação total)

05 - Novo Hospital Regional na Rodovia Ilhéus a Itabuna (no Banco da Vitoria)

06- Ponte  Estaiada de Ilhéus ao Pontal

07- Porto Sul

 

A ordenação a ser realizada a seguir tem como fato  gerador o grau de importância para a Bahia como um todo.

Porto Sul

 

Muita luta, assunto vastamente estudado e discutido que teve como conclusão um porto de estrutura internacional que atendesse a exportação de minérios e de produtos agropecuários e que teria dois terminais um para a BAMIN e o outro com acionistas em que o estado da Bahia participaria como minoritário, mas com o poder fiscalizador.

Por questões de recursos dado a situação da BAMIN, se sair do papel tudo leva a crer que será construído apenas um.
Ainda não saiu do papel.


Ferrovia Oeste/Leste "Fiol"


Projeto com 1.527 km de extensão ligando Figueirópolis em Tocantins e Porto Sul em Ilhéus-Bahia.

A Fiol a partir de Brumado tem dois projetos possíveis:

(A) um com destino a Ilhéus-Ba

(b) outro  destino - o Porto de Açu no Rio de Janeiro.


Abro aqui um espaço para registrar a luta de Wagner - Walter Pinheiro e Cesar Borges para manutenção da possibilidade "a", a chegada em Ilhéus.

No passado, no tempo do império, D.Pedro II contratou uma empresa inglesa para desenvolver um  projeto de construção de uma ferrovia ligando o Atlântico (Bahia) ao  Peru no Pacifico ,era mais bem traçado considerando os fatores geográficos e econômicos.

Hoje a noticia “Governo prepara plano para criar megaferrovia com China e Peru".

 Um corredor de trilhos entre o Atlântico e o Pacifico em obra estimada em R$30 bilhões em parceria da China-Brasil e Peru.

Essa Ferrovia saindo do Porto do Açu (RJ) passa por MG- GO- MT - RO - AC e dai segue para o Peru.

A todos os leitores dois questionamentos

O que será da Fiol? E o Porto Sul?

A gaveta, a burocracia e a desigualdade também será um fardo a ser carregado pelo PT que ultimamente faz dar tiro no ?

 

E.C.Bahia e o que vejo no momento

O Bahia fez contratações equivocadas para o ano de 2015 e os considerados como aprovados estão muito longe das necessidades para o time voltar a elite do futebol brasileiro.
Jogadores como Adriano Alves (não figura nem no banco), Chicão, Willians Santana ( nunca conseguiu fazer uma partida para convencer a torcida) e outros tantos não justificam sua permanência no elenco tricolor.
O Bahia precisa de entre cinco a seis reforços de forma imediata, sendo um goleiro, dois laterais um para cada lado, um meia lançador, um meia avançado de conclusão de jogadas e um centro avante que faça gol.
O Bahia ganhou o Campeonato baiano pela fragilidade do Vitoria e pela falta de maturidade e de equilíbrio emocional do Vitoria da Conquista que mesmo ganhando por 3 X 0 o primeiro jogo das finais e podendo perder na casa do adversário por até dois gols de diferença foi goleado pelo Bahia por 6 x 0.
 
Quanto ao jogo contra o América de Minas o resultado demonstrou a igualdade da partida com o Bahia melhor no primeiro tempo e o América no segundo.
 
O Presidente do Bahia Marcelo Sant´Ana em entrevista a revista Muito do jornal A Tarde, falando sobre a saída dos laterais Raul e Madson ,declarou que o primeiro foi liberado por falta de ambiente e o segundo não quis ficar.
 Em resumo Raul está titular no América e Madson é o escalado no Vasco campeão do RJ e pertencente a 1ª divisão do Brasileiro, ambos são melhores do que os titulares do Bahia.
No que concerne ao jogo desta noite farei torcida por um bom resultado, embora com toda honestidade não acredito.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

PPP do Hospital do Subúrbio é contemplada com prêmio global da ONU de serviço público

Premiação

11/05/2015 16:10

A parceria público-privada (PPP) do Hospital do Subúrbio (HS), em Salvador, foi uma das iniciativas contempladas na categoria ‘Melhoria na prestação de serviços públicos’ do Prêmio do Serviço Público das Nações Unidas, que reconhece projetos inovadores de melhoria da prestação de serviços públicos e promoção do desenvolvimento sustentável. A premiação anual mantida pela Organização das Nações Unidas (ONU) será entregue aos representantes do governo baiano, junto com iniciativas destacadas em todo o mundo, durante o Fórum do Serviço Público das Nações Unidas, que acontece em Medellín, na Colômbia, entre 23 e 26 de junho.
Foram quatro mil projetos participantes de todos os continentes. A premiação deste ano vai homenagear 22 iniciativas de 18 países. Inscrito pela Secretaria Executiva do Programa de Parcerias Público-Privadas do Estado, vinculada à Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA), o Hospital do Subúrbio foi a única iniciativa brasileira contemplada na edição de 2015.
A premiação anual da ONU já contemplou o projeto baiano do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) e outras iniciativas brasileiras, como o Fórum Interconselhos, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Promovido pelo Programa de Administração Pública das Nações Unidas, o prêmio, de acordo com o site das Nações Unidas, destaca “realizações e contribuições de instituições do serviço público que levam a uma administração pública mais efetiva e responsiva em países ao redor do mundo”.

Exemplo para o Brasil
Este é o quarto prêmio internacional do Hospital do Subúrbio. Em 2012, o projeto foi laureado pela World Finance e pela KPMG e, em 2013, pelo Banco Mundial. “O reconhecimento internacional é um indicativo importante quanto ao acerto de nossas diretrizes na área de PPP, que estão focadas em parâmetros de eficiência e gestão por resultados”, afirma o secretário da Fazenda, Manoel Vitório. Para o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, o Hospital do Subúrbio é exemplo para o Brasil. “É uma experiência de sucesso na gestão pública, visto que recebemos visitas de representantes de outros estados e países para conhecer e aprender com a nossa experiência”.
O secretário executivo do Programa de PPPs da Bahia, Rogério Princhak, ressalta que “o Hospital do Subúrbio é referência internacional de PPP na área de saúde e por isso vem conquistando diversas premiações e atraindo a atenção de todo o mundo”. Segundo ele, a prospecção e a indicação para que o hospital concorresse ao prêmio foram feitas pelo Centro Internacional de Inovação e Intercâmbio em Administração Pública (CIIIAP), vinculado à Secretaria de Administração (Saeb).

Referência internacional
Referência internacional no setor, o Hospital do Subúrbio foi o primeiro implantado e operado via parceria público-privada no Brasil. A unidade iniciou o atendimento à população, em setembro de 2010, e beneficia cerca de um milhão de habitantes do Subúrbio Ferroviário, além de outros bairros de Salvador e  região metropolitana. Com 373 leitos, o hospital é destinado ao atendimento de alta complexidade para crianças e adultos, urgência e emergências clínicas, cirúrgicas e traumato-ortopédicas, entre outros serviços

domingo, 10 de maio de 2015

OBRAS DO GOVERNO ESTÃO PARALISADAS POR FALTA DE REPASSES

Bahiaeconômica

10/05 - 09:12hs -

Mesmo o governador Rui Costa tendo colocado a educação como a prioridade de sua gestão, o governo não está conseguindo pagar  69 pequenos construtores contratados para realizar 275 obras, a maioria em grupos escolares, em 129 municípios baianos. Resultado: as intervenções em 193 unidades foram paralisadas porque as empresas não recebem recursos desde dezembro prejudicando milhares de pessoas. As obras são  de ampliação e reforma de escolas, postos de saúde e penitenciárias, entre outras.

A dívida gira em torno de R$ 200 milhões. A maior parte dos recursos é oriunda do Ministério da Educação/Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (MEC/FNDE), ou seja, é a chamada "verba carimbada".

Ao tomar conhecimento da paralisação das obras na quadra de esportes do Colégio Estadual Luiz Tarquínio, em Salvador, o Ministério Público Federal  determinou abertura de Inquérito Civil Público. O MPF requisitou da empresa responsável pela intervenção no tradicional grupo escolar - onde Rui Costa estudou - informações sobre o atraso dos trabalhos e a previsão da conclusão. Recebeu como resposta que o caso se repete em 175 unidades da Secretaria da Educação espalhadas por toda a Bahia.

Os proprietários das pequenas construtoras prejudicadas não querem se expor  temendo represálias. Dizem, contudo, que burocraticamente, a situação ficou, em tese, mais difícil de ser resolvida  devido à extinção da Superintendência de Construções Administrativas da Bahia (Sucab) com a qual as empreiteiras mantinham 105 contratos referentes a 197 escolas (veja matéria ao lado) .  Isso fez com que esses contratos fossem transferidos para a Secretaria da Educação.

"As medições das obras estavam todas aprovadas pela Sucab. Agora querem que se faça tudo novamente, o que pode levar no mínimo mais 60 dias, o que seria fatal para as empresas", diz uma empresária. Além da educação, há 24 contratos de obras para a Secretaria de Saúde, 12 com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização, seis com Segurança Pública e  36 referentes a outras edificações. (A Tarde)

terça-feira, 5 de maio de 2015

Braskem assina protocolo de intenções com o Governo da Bahia para fomentar cadeia termoplástica

 

Camaçari Notícias

Feiplastic 2015: Braskem assina protocolo de intenções com o Governo da Bahia para fomentar cadeia termoplástica

O governador do Estado, Rui Costa assinará o documento no dia 5 de maio, às 14h, no estande da Braskem na Feiplastic 2015, principal feira do setor plástico da América Latina

Nesta terça-feira, 5, a Braskem assinará um protocolo de intenções com o Governo da Bahia, que envolverá também o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-BA), a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e o Sindicato da Indústria do Material Plástico da Bahia (Sindiplasba). O objetivo é integrar e alinhar esforços institucionais, visando o aperfeiçoamento e o desenvolvimento de políticas públicas e programas que estimulem a competitividade do setor de transformação de plásticos na Bahia. A assinatura do protocolo ocorrerá às 14h, no estande da Braskem na Feiplastic 2015 – uma das principais feiras do setor do plástico na América Latina – e contará com a presença do governador do Estado, Rui Costa.

Com a assinatura do protocolo, pretende-se criar uma governança institucional com ampla participação de atores públicos e privados envolvidos diretamente com a atividade produtiva do setor de transformação de plásticos. Com isto, estabelecer uma agenda articulada de ações com metas, prazos, responsáveis e fontes de financiamento a serem pactuada entre as partes, podendo ser desdobrada em termos específicos de cooperação.

“O fomento da cadeia de transformação de plásticos é importante para a geração de emprego e renda e para o desenvolvimento mais equilibrado entre as diversas regiões da Bahia. Além disso, contribui para a competitividade das pequenas empresas, através da inserção no mercado internacional”, destaca Marcelo Lyra, vice-presidente de Relações Institucionais e Desenvolvimento Sustentável da Braskem.

O protocolo prevê, ainda, estimular o associativismo entre as empresas do setor, especialmente as micro e pequenas empresas, priorizando ações cooperativas no âmbito da inovação, produtividade e exportação.
 
 Também terá foco o fortalecimento da imagem do plástico como solução sustentável para a sociedade e sua importância como vetor de desenvolvimento social e econômico, em termos de geração de empregos qualificados e agregação de valor.

Criar condições para atração e desenvolvimento de novos negócios e investimentos na cadeia termoplástica baiana é fundamental para aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) industrial e geração de emprego.
 
 Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na Bahia, o setor de transformação de plásticos ocupa a sétima posição nacional em número de estabelecimentos industriais e na geração de empregos, com 293 empresas e cerca de 11 mil empregados diretos com predominância de micro, pequenas e médias empresas (aproximadamente 97%).

Na economia do estado, o setor representa, junto com o segmento de borrachas, 4,9% do PIB da indústria de transformação baiana (PIA 2012, IBGE) e é responsável por 5,8% do total das exportações de plásticos e borrachas do estado da Bahia.
 
 Com relação ao consumo de resinas, a Bahia apresentou uma taxa de crescimento de 12%, tendo avançado mais do que o consumo médio nacional em 2013, que foi de 9%.
  


      

Bahia Campeão baiano de 2015 e é bi, com melhor ataque e o artilheiro do certame

Cenário : Arena Fonte Nova que abrigou em torno de 21 mil torcedores. A torcida sempre fiel do Bahia estava desconfiada pelos resultados negativos contra o Conquista na 1ª partida da decisão do Campeonato quando foi goleado por 3 X 0 e a derrota para o Ceará em Fortaleza em disputa pelo título do Nordestão e por isso  o público foi a metade do registrado na Arena no jogo contra o Ceará.
 
E o que todos presenciaram nas arquibancadas ou na TV foi um milagre o Bahia saiu do marasmo, da falta de criatividade , da falta de força e de técnica e em menos de 30 minutos jogados já aplicava  3 X 0 no Conquista, que parecia um time morto, entregue e sem equilíbrio emocional para tentar ser Campeão.
 
E para melhor se entender jogadores do sistema defensivo do Bahia abriram o caminho para o titulo com os gols de Robson(zagueiro) e Bruno Paulista improvisado de ala esquerdo que acertou de longa distância um balaço em fez explodir de alegria a torcida presente a Arena da Fonte Nova e Kieza,  fez o terceiro  para o tricolor e assim terminou o primeiro tempo: Bahia 3 X Conquista 0
 
No segundo tempo o Conquista nos primeiros minutos prensou o Bahia e buscou o gol e o Bahia voltou ao jogo quando Bruno Paulista foi derrubado dentro da área  e o árbitro marcou penalidade máxima que cobrada com muita eficiência por Souza fez tremer de emoção a Arena da Fonte Nova, era a mudança do placar para 4 x 0. Souza não é bom cobrador de falta, mas em penalidade máxima pode gritar gol...
 
O Bahia faria 5 x 0 novamente em cobrança de penalidade máxima cobrada com muita precisão por Souza e aí foi só alegria, pois o Conquista com um jogador a menos fruto de expulsão quando da penalidade  marcada pela arbitragem, lutava com bravura ,com dignidade e lealdade, muito embora fosse uma caricatura de time comparado com a apresentação anterior em seu mando de campo quando deitou e rolou no gramado e ganhou de 3 x 0.
 
Já nos instantes finais, novamente Kieza marcou o sexto gol do Bahia definindo o escore de 6 x 0.
 
Como venho solicitando o Bahia necessita de no mínimo cinco reforços, um goleiro, dois laterais um para cada lado, um meia avançado e   um centro avante fazedor de gol.
 
O Bahia tem como futuros contratados ainda não anunciados oficialmente os seguintes jogadores:
Eduardo,21 anos, último clube Joinville - Marlon lateral esquerdo, 29 anos, último clube Paysandu e
Jailton, zagueiro,29 anos, último clube Penapolense que participou do Campeonato Paulista deste ano.
 
A pergunta é: Cadê o lateral pela direita, o meia avançado ,o atacante goleador e o goleiro?

Nas resenhas de esporte de emissoras de Salvador foram anunciados que alguns atletas serão poupados no jogo contra o América em BH, o que representa em minha conceituação um grande erro, pois para se classificar entre as equipes que passarão para a série A, tem que colecionar pontos jogo por jogo, senão...a vaca pode se atolar no brejo.
 
 

Fio de bigode' só não é garantia, diz Rui Costa



Ter, 05/05/2015 às 10:00                 
Joyce de Souza e Patrícia França

      
  • Carlos Casaes | Ag. A TARDE
    Rui diz que relação entre governo e empresário deve ter mão dupla - Foto: Carlos Casaes | Ag. A TARDE
    Rui diz que relação entre governo e empresário deve ter mão dupla
O governador Rui Costa afirmou nesta segunda-feira, 4, que o financiamento de R$ 120 milhões que a JAC Motors solicitou à Desenbahia não foi liberado pelo banco de fomento porque a empresa não apresentou as garantias.
"A gente chama o empresário, anuncia os incentivos fiscais, libera a área para ele construir, ele solicita o empréstimo, você disponibiliza. Agora, na hora de assinar,  ele tem de dar garantias que devem ir além do fio do bigode".
 
Foi esta a resposta de Rui Costa ao ex-secretário de Desenvolvimento Econômico James Correia, que, em entrevista exclusiva, publicada em A TARDE, atribuiu  a política "conservadora" de atração de investimentos por parte da Secretaria Estadual da Fazenda a não-liberação do investimento à JAC Motors e também à Foton (montadora chinesa de caminhões).
 

O governador disse que o Estado não pode ser irresponsável na liberação de empréstimos, porque se trata de dinheiro público. "O grupo tem patrimônio para colocar como garantia do empréstimo, mas está fazendo investimento através de uma nova empresa que ele (o grupo) não aportou até agora nenhum bem ou patrimônio como garantia. E isso é um jogo de mão dupla", comparou Rui.
 
Mesmo assim, o gestor diz estar confiante de que a JAC, que pretende investir R$ 900 milhões e gerar 3,5 mil empregos, irá se instalar na Bahia. Da mesma forma, a Foton. 
 
Ao minimizar  críticas do ex-auxiliar, que ficou no cargo nos últimos seis anos de governo petista, Rui defende a Sefaz. "É ela a responsável por garantir os recursos para pagar os salários dos servidores, dos juízes, do Ministério Público, enfim, de manter o estado funcionando", afirmou o governador.
 
Em nota enviada à reportagem, o secretário da Fazenda, Manoel Vitório, que preside o conselho da Desenbahia, assegurou que a questão da JAC e da Foton está sendo "tratada com a maior prioridade". Sem, entretanto, abrir mão das garantias e dos requisitos normativos para a autorização da operação.
 
Vitório também contestou a afirmação de James Correia, de que ele teria dificultado a ida de uma grande empresa para Feira de Santana, pelo fato de já possuir uma unidade no município de Juazeiro.
 
"A Fazenda tem se preocupado em não estabelecer uma política de perpetuação dos benefícios. Neste contexto, rotineiramente, toma os cuidados necessários para evitar que empresas já constituídas na Bahia desloquem a produção para outras plantas, com o objetivo de unicamente estender o prazo de seus benefícios, sem nenhum impacto positivo sobre a economia do Estado", afirmou o  secretário.
 
Indicações políticas
Na entrevista ao A TARDE, James Correia também condenou a indicação de partidos políticos para cargos de caráter técnico em órgãos e empresas do governo - caso do Ibametro, ocupado pelo PDT, e da Sudic, pelo PP do vice-governador João Leão.
O governador minimizou as críticas. "As pessoas que estão nas áreas mais técnicas sempre têm resistência às decisões políticas e o secretário não é único e não será único no futuro. A opinião dele não é recente".
As críticas de Correia encontraram ressonância na oposição. O presidente do DEM na Bahia, Heraldo Rocha, disse que as declarações do ex-auxiliar do governador mostram que "o fisiologismo continua sendo a alma da gestão petista".

Saida de James Correia gera especulações sobre a relação Rui com Wagner


05/05 - 08:54hs -


A exoneração do Secretário de Desenvolvimento Econômico, James Correa, não foi uma operação asséptica e sem traumas, como quiseram demonstrar o  governo e o próprio James,  que terminou por mostrar claramente sua insatisfação em declarações recentes.
Como havia antecipado o Bahia Econômica, embora afirmando que deixava o governo para tratar de assuntos pessoais, na verdade, James Correa pediu para sair porque se sentiu desprestigiado e, segundo fontes ouvidas pelo Bahia Econômica, porque acredita que Rui Costa está tirando do governo os principais quadros ligados ao ex-governador Jaques Wagner.

O Secretário da Fazenda, Manoel Vitorio, tido hoje como o “homem  forte do governo”,  é um técnico que não tem maiores ligações com o ex-governador Wagner.  E com  a saída de James, o atual Ministro da Defesa já não teria mais qualquer quadro de importância no governo Rui, o que explicaria um certo afastamento do Ministro, inclusive nas questões relacionadas com a Bahia.

Políticos ligados a Wagner negam qualquer afastamento e dizem que é típico do ex-governador não se envolver com o governo do sucessor. Mas há quem diga que a escolha do substituto de  James Correa é que indicará o que está se passando, pois Wagner, e a ex primeira dama Fátima Mendonça, gostariam de ver no cargo o ex-diretor do BNB, Paulo Ferraro, mas Rui teria outros planos.

Uma saída para o impasse seria manter o secretário interino, Paulo Roberto Guimarães, que tem bom trânsito com todo mundo, inclusive com o ex-secretário. (EP)

Fazenda trava a vinda da JAC Motors

      
Patrícia França
Edição A Tarde de 4/5/2015
B2 - Politica
     
  • Margarida Neide | Ag. A TARDE
    James Correia, empresário e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia - Foto: Margarida Neide | Ag. A TARDE
    James Correia, empresário e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia
Depois de seis anos conduzindo a política de atração de investimentos no estado,  tarefa iniciada ainda no governo de Jaques Wagner (PT), o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico James Correia volta à condição de empresário dos setor de gás, petróleo e energia. Nesta entrevista concedida na última terça-feira, três dias após deixar o posto, Correia faz críticas à gestão de Rui Costa (PT), condena a ocupação de cargos técnicos em órgãos do governo pelos partidos e diz que o "conservadorismo"  da Fazenda dificulta a vinda de novas empresas para a Bahia
 
O senhor deixa o governo do petista Rui Costa após bater de frente com o vice, João Leão. Como foi isso?
 
Não tive atrito com João Leão. Houve uma divergência em relação a duas diretorias da Sudic (Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial) que, defendi, deveria se preservar  a ocupação por pessoas da área técnica. 
 
O senhor acha que o governo peca ao ceder diretorias técnicas para atender partidos da aliança, no caso da Sudic ao PP de João Leão?
 
A política de aliança já tinha colocado o PP na presidência e na diretoria financeira da Sudic. Ao longo do governo do PT na Bahia a distribuição de cargos sempre privilegiou o equilíbrio entre o partido que estava assumindo e a manutenção da parte técnica dessas empresas. Num primeiro momento o governador acatou, reviu inclusive a substituição. Depois me colocou que havia um compromisso anterior (com o PP) e que seria necessário fazer a substituição de um diretor, o  que, acredito, deva acontecer.
 
O senhor acha que o vice-governador, que está sendo investigado pela Operação Lava Jato, deveria se afastar do  governo?

O Bonitão, Bonitão? É assim que ele se dirige às pessoas. Não, não. Ninguém pode ser condenado antecipadamente, o processo está começando e terá desdobramentos.

Houve outros casos como o da Sudic na sua pasta?

Houve no Ibametro uma tentativa de substituir outros diretores para atender ao PDT, o que levou a um questionamento do próprio Inmetro (instituto federal vinculado ao Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio).  É preciso entender que o Ibametro faz toda a parte de proteção do consumidor no estado da Bahia, define peso dos produtos, embalagem, faz aferição das bombas de combustível. 

No Ibametro, o PDT acabou indicando um técnico?

Até o momento da minha saída não havia substituição. Mas discutindo com Inmetro, que dá a palavra final sobre ocupação dos cargos, conforme contrato firmado com o governo da Bahia, achamos que as substituições que estão sendo propostas pelo presidente do Ibametro (Randerson Leal, filho do deputado estadual Roberto Carlos, do PDT) não podiam ser realizadas. O PDT indicou, além da presidência, um nome para a diretoria financeira. O que não dá é a tentativa de indicar um diretor de 25 anos, que nunca trabalhou na vida. Há necessidade da preservação dessa capacitação técnica e compromisso com a gestão. Na Sudic, o que eu questionava é que nós temos mais de R$ 2 bilhões em terrenos e tem que ter técnicos conduzindo isso. Então, acho que os governos têm que amadurecer para, nas negociações políticas, incluir menos estes cargos, que são essencialmente técnicos.

Um pouco antes dessa questão da Sudic, o senhor fez críticas à Desenbahia, pela não liberação de R$ 120 milhões para instalação da fábrica da JAC Motors, em Camaçari...
 
Acho que tanto no caso da JAC Motors como da Foton (fabricante chinês de caminhões), dois projetos importantes para o setor automotivo baiano, houve um conservadorismo muito grande. Nós estamos entrando em uma fase (crise econômica) que é preciso ter muito cuidado com uma atuação muito conservadora da Secretaria da Fazenda, que coordena o conselho da Desenbahia. Essa posição conservadora não foi apenas nestes casos, mas em outros projetos de atração de investimento em que não existe nenhum impedimento para aprovação. Acho que o governador precisa ter um pouco de cuidado para preservar o equilíbrio entre desenvolvimento e a Fazenda. Precisamos atrair o máximo possível de empresas, que só vão ter no futuro algum impacto sobre a arrecadação, ou seja, vão deixar de pagar quilo que supostamente pagariam. Então, esse conservadorismo dificultou a solução da Foton e da JAC e tem dificultado outras  empresas de se instalarem no estado.

A fábrica da JAC Motors estava prevista para ser inaugurada este ano e, sem o empréstimo da Desenbahia, foi adiada para 2016. O senhor sai  frustrado, já que foi um projeto da sua gestão no governo de Jaques Wagner?

Minha única frustração foi, realmente, não ter conseguido levar adiante os projetos da JAC Motors e da Foton. Tínhamos todas as condições de implantar os dois projetos. O governo do estado investiu R$ 28 milhões para desapropriação o terreno que abrigará a JAC Motors, investiu quase R$ 100 milhões dando incentivos fiscais para importação dos veículos. Ou seja, faltava mais este investimento. Na minha visão, as garantias que foram fornecidas (pelo grupo SHC) seriam suficientes para a execução do projeto.

A Bahia pode ficar sem a montadora?

Acho que temos dificuldades tanto com a JAC como com a Foton. Se as negociações com a Foton não avançarem, corre o risco de ela ir para o Rio Grande do Sul. E a JAC corre o risco de ser implantada no Rio de Janeiro. Como o mercado automotivo não está muito bem, as vendas caíram 20%, talvez isso ajude um pouco a Bahia, com as empresas acompanhando com mais calma a discussão.

O senhor falou em excesso de conservadorismo. Neste momento de crise econômica, com alta de inflação e desemprego, a Bahia precisaria ser mais ousada?

Não podemos ser muito conservadores, temos que ser responsáveis. Não podemos atrapalhar as empresas que querem vir para a Bahia. Temos aquelas regras que estão na nossa legislação e tudo que estiver sendo pleiteado dentro daquela perspectiva tem que ser atendida. Quando eu falo em conservadorismo é o que houve no final do ano passado, que para a gente assinar um simples protocolo na Fazenda (comandada pelo secretário Manoel Vitório), demoramos mais que o tempo de fazer uma licença ambiental (que em regra leva meses). Então, é uma situação que preocupa em tempo de crise, em que precisamos ser ágeis para atrair o máximo de empresas.

Pelo que o senhor coloca, é a Fazenda que está emperrando a vinda de mais investimentos para a Bahia. Houve uma dificuldade de diálogo seu com o secretário Manoel Vitório?

Não houve dificuldade de diálogo, mas de convencimento. Por isso que eu acho que há uma visão extremamente conservadora da Fazenda em relação a uma série de questões. Nós estávamos para trazer uma indústria grande, que fabrica armários, eletrodomésticos, para Feira de Santana. Ele não liberou (incentivos) alegando que a empresa já tem uma pequena fábrica em Juazeiro, e que poderia ser fechada com a nova unidade em Feira. Que lógica tem isso? Se a empresa tem interesse em colocar uma unidade muito maior em Feira de Santana, que lógica tem em se preocupar com a fábrica montada em Juazeiro? São coisas que não têm sentido dentro de uma política de atração de investimento. Temos que pensar numa Bahia bem maior.

Essa visão que o senhor critica pode comprometer o desenvolvimento da Bahia, cuja economia vem perdendo posição em relação a outros estados?

Acho que corremos o risco de termos uma agilidade muito menor do que tem Pernambuco, por exemplo. Na Bahia construímos uma política de atração de investimentos que envolve a Fazenda e as secretarias de Meio Ambiente e Infraestrutura. Há temas que são tratados por estas secretarias, principalmente a Fazenda. Então, essa postura mais conservadora aconteceu mais recentemente, quando a crise se acentuou.  

Foto: Margaridae Neide | Ag. A TARDE
Os grandes projetos de infraestrutura para a Bahia, como o Porto Sul (Ilhéus) e a ferrovia Oeste-Leste, não se efetivaram. Há problemas em aeroportos, em estradas. Por que não se conseguiu, em oito anos de governo, avançar nessa importante demanda? 

O governo Wagner conduziu um projeto muito estratégico, ligando o oeste até o sul baianos, com o porto, para revitalizar as indústrias em Ilhéus. Foi feito o estaleiro Paraguaçu, em Maragojipe, que está praticamente pronto, mas com a crise na Petrobras nós tivemos dificuldades, já que o único cliente era a estatal petrolífera  (as obras finais foram paralisadas porque três das quatro empresas responsáveis pelo empreendimento são investigadas na Operação Lava Jato - Odebrecht, OAS e Constran-UTC). A Ferrovia Oeste-Leste está com a obra atrasada e a Bamin (Bahia Mineração), que vai construir o Porto Sul, enfrenta dificuldades societárias. Então, eu tenho esperança que estes dois projetos estruturantes - um para o Recôncavo e o outro para o eixo oeste - sejam resolvidos. Mesmo porque nós temos R$ 31 bilhões cadastrados no governo do estado em mineração, que só sairão se a Ferrovia Oeste-Leste for  concluída. 

Os efeitos do petrolão, então, são muito danosos para a Bahia, não é?
 
Para o Brasil todo é muito ruim. E para a Bahia. Nós temos a segunda maior refinaria do Brasil (RLAM, em São Francisco do Conde), temos a parte de produção de petróleo e gás. Então vejo que a grande dificuldade para a Bahia é a restrição de investimentos. Tínhamos perspectivas de fazer investimento no mar, offshores da Petrobras, e temos agora dificuldade por conta de orçamento.

Como está o impasse no contrato especial que a Chesf tem com as indústrias eletrointensivas instaladas  no Nordeste e que, se não for renovado,  aumentará os custos dessas empresas?

Essa questão foi gerada há cinco anos, quando os contratos deveriam ser renovados e a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, questionava por que o governo iria renovar este contrato sem que as empresas fizessem investimentos em geração, para justificar uma tarifa mais baixa. Cinco anos depois, estamos vivendo o mesmo impasse, só que, agora, Dilma presidente. Foi aprovada, inclusive, uma lei no Congresso prorrogando o contrato das indústrias com a Chesf, que ela vetou. Mas temos que encontrar uma solução.

Essa questão energética afeta quais empresas na Bahia?

Dow Química, Braskem, Ferbasa, Paranapanema, Vale, Gerdau e Mineração Caraíba. São companhias muito grandes (juntas representam 60% do ICMS arrecadado pelo governo da Bahia) e elas querem renovar seus contratos (firmados há 30 anos) pelo mesmo preço, em torno de R$ 110 R$ 115 o megawatt-hora (MWh). Acho que deve haver uma renovação, nem que seja temporária. Como a solução que se pensou anteriormente, dessas empresas investirem em energia eólica sob a coordenação da Chesf, não aconteceu, vamos aguardar como será concluída esta negociação. Só temos dois meses, e se os contratos não forem renovados, as indústrias passarão a pagar R$ 650 pelo megawatt-hora de energia.

Agora fora do governo, o senhor reassume suas funções de empresário nas áreas de gás, petróleo e energia. O senhor vai investir na Bahia?

Tenho investimentos na Bahia. Estou construindo 27 galpões para alugar na estrada CIA-Aeroporto, tenho um patrimônio, capacidade para investir. Também tenho negócios no Maranhão, na área de gás, e estou iniciando um negócio nos Estados Unidos, em portos.

É mais fácil investir em portos lá do que aqui?


Ah... muito mais. Há três anos não tínhamos legislação no Brasil. O ex-governador Wagner  tentou privatizar o Porto de Aratu, que seria a melhor solução. Todas as grandes empresas, a Braskem, a Paranapanema, participariam em consórcio, mas ele não conseguiu. Agora, o que tem dado certo na Bahia são os terminais de uso privativo. Hoje, 75% de todas as cargas transportadas na Bahia são através de terminais de uso privativo.

Então a solução é privatizar?

Não sei se a solução seria privatizar, mas investir em novos portos privados. O Moinho Dias Branco, por exemplo, transporta todos os grãos da Bahia (Porto de Aratu foi concebido inicialmente para atender ao Moinho). Se não tivéssemos o Moinho Dias Branco, íamos transportar por onde?

O governo Lula e a presidente Dilma erraram em manter esse setor, que só agora começa a ir para iniciativa privada, na mão do governo?

Acho que erraram. Imagina uma Coelba pública tendo que investir R$ 1 bilhão por ano como vem fazendo? Lula e Dilma foram conservadores em não ter privatizado os portos. Isso atrasou muito o desenvolvimento da economia do país.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Avena propõe Centro de Convenções no Comércio e Revitalização completa da área




A Bahia precisa deixar de pensar pequeno e viabilizar um grande projeto de requalificação da orla da Baía de Todos os Santos, no Comércio, fazendo o que todas as grandes cidades turísticas do mundo fizeram ao reativar suas áreas portuárias, transformando-as em áreas de lazer, turismo, cultura e economia. Esse projeto já passa pela cabeça do governador Rui Costa e do Prefeito ACM Neto, propostas soltas estão na mesa de cada um deles e basta ordená-las num plano urbanístico para que Salvador se transforme na mais importante capital turística do país, ao lado do Rio de Janeiro. 

O primeiro passo é a construção de um novo Centro de Convenções, de frente para o mar, no terreno onde fica a base dos fuzileiros navais. A ideia foi proposta pelo próprio governador Rui Costa e poderá ser o equipamento âncora que vai dar início à revitalização da área. Naturalmente, juntamente com a construção do novo Centro de Convenções, será necessário proceder a abertura da frente marítima do Comércio, com a derrubada dos horríveis barracões do porto, que há mais dez anos venho proponho demolir, e que hoje são inúteis, ou quase, até porque a Via Expressa eliminou qualquer necessidade de esconder o mar para estocar grãos e bugigangas. São duas ações relativamente baratas em termos de investimentos e a ela poderá ser agregada com a construção de estacionamentos e  outros equipamentos de lazer e cultura. 

Esse novo Centro de Convenções tem de ser um prédio especial, algo como o Museu de Niterói, de Oscar Niemeyer, com arquitetura arrojada, como a de Museu Guggenheim em Bilbao, e a derrubada dos barracões do Porto se torna imprescindível para abrir a vista para o mar, proibindo-se a  construção de novos mostrengos, como o novo terminal de Passageiros, que, embora de vidro, carece de leveza e continua escondendo a baía. O projeto incluiria, áreas pra restaurantes, pavilhão de exposição e outros equipamento em locais adequados e, para não pensar pequeno, por que não interligar  com um teleférico a área entre o Solar do Unhão e o porto, como foi feito no Parque das Nações em Lisboa.  Para dar mais densidade econômica a esse projeto, a Prefeitura de Salvador poderia implantar nos prédios da cidade alta e da cidade baixa, ligados pelo elevador Lacerda, o Centro Administrativo da Prefeitura Municipal, densificando a área onde já está previsto a reformulação do sistema viário através de  VLT – Veículo Leve sobre Trilhos, entre o Comércio e Paripe, um projeto já negociado. Note-se que a proposta preserva inteiramente o Porto de Salvador, que a cada dia consolida-se como um dos mais competitivos do país, e sua ampliação estaria garantida.

Vale lembrar também que o Centro de Convenções do Comércio não precisa ser monumental ou completo, como querem alguns, precisa ser, sim, arrojado e inovador. Salvador pode e deve ter outros equipamentos, como um pavilhão de feiras, que poderia ser mantido no atual Centro de Convenções ou em outro local. Por outro lado, a Arena Fonte Nova, já cumpre um papel importante no contexto dos eventos na Bahia e esse papel seria mantido e ampliado com a ampliação de eventos, congressos e feiras que resultaria de um projeto desse tipo. O fato é que Salvador precisa requalificar sua área portuária, criar uma área turística de primeiro mundo, recuperando as funções empresariais, turísticas e até habitacionais do Comércio, sem que seja necessário sequer mexer substancialmente nos parâmetros de construção da área, que já comportam um projeto desse tipo. 

Poucos se deram conta que a Via Expressa transformou a região do Comércio e da Calçada, que o aeroporto ficou mais perto, que existem pistas exclusivas para caminhões que entram diretamente no Porto e que, a exemplo do que ocorreu em Barcelona, Buenos Aires e outras cidades,  a região portuária de Salvador tem de ser requalificada, mantendo sua atividade econômica. É hora de vestir com arrojo e beleza a princesa da Baía de Todos os Santos e, ao mesmo tempo, criar condições econômicas para que ela cresça margeando o mar.
 

                                        ENERGIA PARA A BAHIA
 
O Seminário Energia Competitiva no Nordeste, realizado está semana no auditório da FIEB - Federação das Indústrias do Estado da Bahia, numa promoção do jornal Correio e da Braskem foi da maior importância para a compreensão do papel estratégico que cumpre o insumo energia no futuro do Brasil e Bahia. Ficou claro, por exemplo, que a energia elétrica no Brasil é uma das mais caras do mundo e que isso faz os produtos brasileiros perderem competitividade no exterior. E, com se não bastasse, o produto voltado para o mercado interno, que embute energia em várias etapas, também fica mais caro a medida que o governo eleva a tarifa e não estabelece um política de longo prazo para o setor. 

Aqui cabe destacar os dados da Abrace e da Fundação Getúlio Vargas dando conta de que cada 1 real a menos no custo de energia gera oito reais a mais no PIB brasileiro.  Consensual também foi a necessidade de diversificar a matriz energética do Brasil e da Bahia e, nesse sentido, surge o imenso potencial das energias eólica e solar. E aqui o destaque ficou para a ideia do Secretário de Infraestrutura, Marcos Cavalcanti, no sentido de trazer para a Bahia um centro de pesquisa sobre energia solar. 

Por fim, ficou patente a urgência de resolver a questão do contrato de fornecimento de energia da Chesf com as empresas eletro intensivas da Bahia e do Nordeste. Essas empresas compõem uma cadeia que movimenta R$ 16 bilhões anualmente e emprega 145 mil trabalhadores e não é possível deixar a negociação para a última hora, já que os contratos se enceram em junho de 2015. Como disse o vice-presidente de relações institucionais da Braskem, Marcelo Lyra, essa empresas são players que competem no mercado internacional e precisam de energia competitiva, sem esquecer que essa energia fornecida há trinta anos já está amortizada. É sempre bom lembrar que energia é indutor de desenvolvimento e pode assim reduzir as desigualdades regionais. Tirar essa vantagem competitiva das empresas nordestinas é apostar no aguçamento dessas desigualdades.
 
                                 O PREJUÍZO DA CESTA DO POVO
 
A Ebal – Empresa Baiana de Alimentos, estatal proprietária da rede de lojas Cesta do Povo, registrou um prejuízo de R$ 26 milhões em 2014. Que a Cesta do Povo dá prejuízo não é novidade, desde sua implantação o prejuízo acumulado atinge a R$ 754 milhões. O estranho foi o aumento no prejuízo verificado de um ano para outro e que chega a mais de 700% entre 2013 e 2014.  Questionado pelo portal Bahia Econômica, que deu a notícia em primeira mão, a empresa deu como justificativa a greve da PM, quando 10 lojas foram saqueadas e uma incendiada, a desocupação do Centro de Distribuição de Feira de Santana e uma operação realizada entre 2013 e 2014 com a Conab – Companhia Nacional de Abastecimento. 
A estatal federal doou várias toneladas de milho a EBAL, que entraram no balanço de 2013 como doação, permitindo que a empresa registrasse  um prejuízo de apenas R$ 3,2 milhões. Mas em 2014, esse mesmo milho foi, segundo a empresa, vendido a preços subsidiados, o que resultou num prejuízo de cerca de R$ 7 milhões. A conta é de difícil compreensão e, para completar, a empresa teve de pagar R$ 8 milhões por conta de  processo trabalhista.  Com isso, o governo do estado teve de aportar a Cesta do Povo em 2014, recursos do Tesouro no montante de mais de R$ 26 milhões. A empresa, que teve um receita de R$ 620 milhões em 2014, está à venda, mas se esse processo demorar muito, ano que vem outro prejuízo vai sangrar os recursos do Tesouro Estadual.