Rio fecha lixões que atraem urubus para o Galeão
Valor Econômico
Agência Brasil, do Rio
A Secretaria Estadual do Ambiente do Rio fechou ontem três lixões clandestinos que funcionavam nos arredores do aeroporto do Galeão. O fechamento dos depósitos havia sido pedido em abril do ano passado pelo Ministério da Defesa, por atraírem aves e colocar em risco a segurança das aeronaves.
Um dos lixões interditados está situado em terreno da Aeronáutica, e outro em área da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O terceiro se localiza dentro da comunidade Vila Joaniza.
Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, após o fechamento dos lixões será feita a limpeza das áreas. Em seguida, será preciso evitar que o lixo volte a ser jogado nesses locais, com medidas como a melhoria da coleta de resíduos na região.
A operação foi deflagrada a pedido do Ministério da Defesa, que considera preocupante o número de casos de choques entre aviões e urubus. Segundo a Infraero, apenas em 2009 foram registrados 94 incidentes envolvendo aviões e aves na área do Galeão, 16 casos a mais do que o total registrado em 2008 (78 incidentes). Em 2007, ocorreram 42 incidentes. De acordo com a Infraero, no Brasil foram comunicados 945 incidentes envolvendo aves e aeronaves em 2009, 286 casos a mais do que em 2008 (659 incidentes).
"Você não resolve só com a repressão. É preciso combinar a repressão com a melhoria do serviço. Todo dia as pessoas produzem uma quantidade brutal de lixo. Tem que ter a coleta diária e a coleta seletiva", disse o secretário do Ambiente.
A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) informou que implantou a coleta diária de lixo na comunidade. Já a Aeronáutica fará a fiscalização para evitar que o lixo volte a ser jogado em seu terreno. A Secretaria do Ambiente solicitará à Infraero que o terreno usado como lixão seja murado, para evitar o uso clandestino do espaço, que é vizinho à pista do aeroporto.
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