quarta-feira, 17 de março de 2010

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Lula, Jaques Wagner e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas


O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e o governador Jaques Wagner se reuniram, nesta terça-feira (16), em Belém, na Cisjordânia (Território da Palestina), e relembraram o encontro promovido com representantes da comunidade judaica brasileira, em Salvador (BA), que marcou um novo papel do Brasil em relação ao processo de paz no Oriente Médio. Aniversariante do dia, o governador recebeu cumprimentos das autoridades brasileiras, israelenses e palestinas.
Em novembro de 2009, Abbas esteve em Salvador, quando participou de encontro com representantes da Sociedade Israelita da Bahia e do Brasil.
Na ocasião, o governador Jaques Wagner promoveu o encontro com objetivo de mostrar a experiência de convivência harmoniosa entre judeus e palestinos no Brasil, e o papel que o Brasil pode desempenhar no processo de paz no Oriente Médio, com o apoio do presidente Luis Inácio Lula da Silva e da comunidade judaica brasileira.
O governador acompanha o presidente Lula na primeira visita de um presidente brasileiro ao Oriente Médio. Ao lado de Lula, Wagner visitou nesta terça-feira, o Museu do Holocausto Yad Vashem e o Bosque de Jerusalém, onde plantou uma oliveira que recebeu o seu nome.
Wagner esteve ainda no encontro entre o presidente Lula e representantes de três organizações não-governamentais israelenses e palestinas. E também participou da cerimônia da "Chama Eterna", na Tenda da Memória, em cujo piso estão registrados os nomes dos seis campos de concentração nazistas e das fossas onde judeus foram fuzilados e enterrados. Muito emocionado, o governador afirmou que o Holocausto foi uma transgressão aos direitos humanos e à democracia que não pode mais se repetir.
Lula depositou uma coroa de flores sobre uma lápide, onde estão depositadas as cinzas de judeus mortos no campo de Majdanek, na Polônia. Ele foi enfático ao condenar o Holocausto, que chamou de irracionalidade. "A humanidade deve repetir quantas vezes for necessário: nunca mais, nunca mais, nunca mais.
Eu acredito que visitar o Museu do Holocausto deveria ser quase uma obrigação a todo ser humano que quer dirigir uma Nação", afirmou.
Texto: AGECOM

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